O reverendo Arival Dias Casimiro, pastor titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), foi alvo de uma ação trabalhista movida por uma ex-funcionária da Junta Missionária de Pinheiros. A acusação envolveu assédio e abuso espiritual, com a própria igreja reconhecendo que as mensagens enviadas por Casimiro eram 'inoportunas, inadequadas e infelizes'.
O processo, iniciado em maio de 2025, foi encerrado com um acordo entre as partes. A IPP, que conta com líderes influentes, como Hernandes Dias Lopes e o ministro do STF André Mendonça, divulgou uma nota de esclarecimento após questionamentos sobre o desfecho judicial.
A ex-funcionária, que ocupava o cargo de auxiliar administrativa, relatou à Justiça que Casimiro a abordava frequentemente, fazendo elogios e comentários sobre sua aparência, além de sugerir que ela usasse roupas mais curtas. Ela também mencionou que recebeu mensagens no WhatsApp que começaram relacionadas ao trabalho, mas evoluíram para perguntas pessoais que a deixavam desconfortável.
Entre as mensagens, estavam frases como 'se desejo você?' e 'você mexe comigo'. A funcionária apresentou prints dessas conversas, onde Casimiro expressava sentimentos por ela, mas depois pedia para esquecer o assunto. Ela relatou que essas interações a deixavam desconfortável e que preferia não recebê-las.
Uma reunião foi realizada em agosto de 2024 para discutir o comportamento do pastor, onde ele pediu desculpas e justificou suas ações como um erro, afirmando que a via como uma filha. A ex-funcionária pediu demissão sem justa causa, o que foi atendido, e alegou que as mensagens e o comportamento de Casimiro configuravam assédio e abuso espiritual.
A IPP informou que o caso foi tratado em um tribunal eclesiástico, onde Casimiro reconheceu a inadequação das mensagens e pediu perdão. O procedimento foi encerrado, e ele permanece como pastor titular da IPP. A nota da igreja enfatiza a importância de não ampliar ou modificar os fatos relacionados ao caso.
Recentemente, a cúpula da Igreja Presbiteriana do Brasil aprovou uma resolução contra a 'maledicência digital', visando combater fofocas e denúncias que possam prejudicar a imagem da igreja. A IPP também confirmou que o acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho, sem reconhecimento de prática de assédio.
Fonte: Noticiasaominuto