O advogado e professor jurista João de Deus Quirino Filho fez uma análise crítica sobre as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e os conflitos entre seus ministros. Durante sua participação no programa Olho Vivo, ele expressou sua preocupação com a imagem do Poder Judiciário e comentou as medidas adotadas para enfrentar a crise atual.
Quirino Filho destacou que sua indignação vai além de sua atuação profissional, refletindo a insatisfação da sociedade.
A primeira constatação – eu não falo nem como advogado nem como professor, mas como cidadão – é de muita tristeza, muita insegurança jurídica, muita dúvida, é na verdade de uma grande frustração de ver a nossa Corte Suprema, nos seus 135 anos de existência, dentro de uma crise jamais vista, — afirmou.
O jurista criticou a postura dos magistrados e o custo de manutenção do Judiciário, enfatizando que o tribunal deve ser mais importante do que qualquer um de seus integrantes.
Somos nós quem bancamos o serviço público e especialmente o serviço do Poder Judiciário, que não é barato. O STF é muito mais forte e importante do que qualquer ministro ou integrante que lá esteja, — disse.
Sobre a condução do presidente Edson Fachin, Quirino Filho apontou que houve um atraso em sua postura diante do desgaste.
O ministro Luiz Edson Fachin é muito preparado, mas era muito comedido. Às vezes falta a ele um pouco de emoção, de entusiasmo, de vigor, até mesmo de coragem para enfrentar, — comentou.
Apesar das críticas, ele reconheceu que as decisões recentes de Fachin foram acertadas e objetivas, ajudando a mitigar os conflitos entre os gabinetes de André Mendonça, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Entre as medidas elogiadas estão a recondução temporária do chefe da Polícia Federal e a convocação do Plenário para deliberar sobre as investigações.
Quirino Filho também destacou a importância da avocação da relatoria do Inquérito das Fake News para a Presidência do STF, retirando a condução do procedimento das mãos de Alexandre de Moraes, o que, segundo ele, é um passo em direção à transparência.
Fonte: Diariodosertao