Uma mulher de 54 anos deu à luz uma menina em uma clínica de Atenas, utilizando um embrião congelado há 22 anos. O nascimento é especialmente significativo para Cristina Rapti-Tzelepi, que já havia perdido um filho em um acidente de trânsito em 2025.
O ginecologista Konstantinos Pantos, que acompanhou o caso, explicou que a mulher decidiu usar os embriões criopreservados desde seu tratamento inicial, o que exigiu uma corrida contra o tempo para cumprir os prazos legais.
Cristina teve que finalizar os procedimentos necessários e obter autorização da Autoridade Nacional de Reprodução Assistida, respeitando o limite de idade de 54 anos para a reprodução assistida. Pantos destacou que o caso ilustra as possibilidades da criopreservação, mas também a necessidade de uma avaliação cuidadosa das circunstâncias individuais.
A menina nasceu na maternidade Mitera, com 39 semanas e 2 dias de gestação, pesando 3.490 gramas. O embrião foi transferido em 23 de dezembro de 2025, e o médico ressaltou que este é o caso de criopreservação de embrião mais longo já registrado que resultou em nascimento.
Pantos informou que, até o momento, não há registros na literatura científica de gravidez e nascimento bem-sucedidos após um período de criopreservação tão extenso. Os dados clínicos do caso serão submetidos para publicação em uma revista científica internacional.
O nascimento representa um avanço clínico significativo e uma história de resiliência e esperança. Pantos enfatizou a importância de que a medicina funcione com regras, mas também com humanidade, considerando a realidade de cada caso.
Fonte: Noticiasaominuto