Uma dúvida comum entre aqueles que consideram a cirurgia bariátrica é se o procedimento leva inevitavelmente ao surgimento de pedras na vesícula. O cirurgião Júnior Pires afirma que essa ideia é um mito.
Ele explica que, embora a cirurgia bariátrica possa estar associada a um aumento na ocorrência de cálculos biliares, isso não significa que todos os pacientes que realizam a cirurgia enfrentarão esse problema.
O fator crucial está ligado à perda de peso. Emagrecimentos significativos em um curto espaço de tempo podem favorecer o desenvolvimento de pedras na vesícula.
Esse risco não é exclusivo da cirurgia bariátrica. Pires menciona que cirurgias metabólicas, dietas extremamente restritivas e tratamentos que promovem a perda de peso também podem aumentar a incidência de cálculos biliares.
Ele ainda cita o uso de medicamentos para obesidade, como o Mounjaro, como parte desse contexto de perda de peso.
No entanto, Pires destaca uma diferença importante: ter um risco aumentado não significa que a doença se desenvolverá obrigatoriamente.
Entre os pacientes que passam pela cirurgia bariátrica, cerca de 15% podem desenvolver pedras na vesícula, especialmente aqueles que apresentam uma perda de peso muito rápida.
Portanto, embora exista a possibilidade, não é uma consequência inevitável da cirurgia.
Esses esclarecimentos foram apresentados no programa Diário Saúde, que vai ao ar todas as quintas-feiras pela TV Diário do Sertão.
Fonte: Diariodosertao