O candidato ao Governo da Paraíba pelo PL, Efraim Filho, declarou que não haverá espaço para uma "trégua com o crime organizado" em sua gestão. A afirmação foi feita durante a terceira edição da Sabatina da Segurança Pública, promovida pelo Fórum de Segurança Pública da Paraíba, que contou com a presença de representantes das polícias Militar, Civil, Penal e do sistema socioeducativo.
Efraim enfatizou a importância de recuperar a capacidade do Estado em garantir segurança à população, evitando que grupos criminosos dominem territórios. Ele afirmou que a situação atual, onde comerciantes são obrigados a pagar taxas a facções, não pode ser considerada segurança.
A recomposição dos efetivos das forças de segurança foi apresentada como uma prioridade. O candidato propôs um escalonamento até 2030 para reduzir o déficit e mencionou a possibilidade de convocar suplentes da Polícia Civil antes do término do concurso.
Efraim também defendeu o fim do limite de vagas na Polícia Penal e a ampliação do efetivo, além de comprometer-se com o escalonamento vertical da Polícia Militar, que já é previsto em lei.
O candidato se comprometeu a implementar a legislação nacional de valorização das carreiras da Polícia Civil e a corrigir distorções no plano de cargos e carreiras da categoria.
Efraim destacou a segurança pública como uma prioridade de gestão, afirmando que é um investimento que não gera resultados imediatos visíveis, mas que é essencial para a sociedade.
A saúde dos policiais também foi abordada, com propostas para descentralizar atendimentos e ampliar o acesso a especialistas. Efraim defendeu que policiais que enfrentam processos relacionados ao trabalho não devem arcar com os custos de defesa jurídica.
No que diz respeito ao sistema prisional, Efraim defendeu a construção de novos presídios e criticou a falta de ações efetivas por parte do governo atual. Ele também ressaltou a necessidade de priorizar políticas públicas voltadas para crianças e idosos.
A saúde mental dos policiais foi identificada como uma preocupação, com a necessidade de atendimento especializado para lidar com problemas como depressão e estresse. Efraim concluiu que o enfrentamento à criminalidade deve envolver efetivo, estrutura, tecnologia e valorização profissional.
Fonte: Simoneduarte