O presidente Donald Trump voltou a se envolver nas negociações para encerrar a Guerra da Ucrânia, após um hiato de sete meses. Neste fim de semana, seus negociadores, Steve Witkoff e Jared Kushner, viajarão a Moscou e Kiev para apresentar uma nova proposta de paz.
Trump foi impreciso ao comentar sobre a missão de Witkoff e Kushner, afirmando apenas que
nós os mandamos para ver se eles conseguem ou não algo. Pode haver uma boa chance de que consigam
.
Os negociadores devem chegar à capital russa no sábado e à ucraniana no dia seguinte. A última vez que trataram do assunto foi em fevereiro, antes de Trump desviar sua atenção para o Oriente Médio.
A visita a Kiev estava sujeita a arranjos de segurança, especialmente após um ataque recente da Rússia ao Serviço de Segurança da Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, sugeriu um cessar-fogo para garantir a visita, mas Trump confirmou a ida.
Apesar do otimismo habitual de Trump, a continuidade das negociações de paz permanece incerta. O presidente russo, Vladimir Putin, tem feito declarações ambíguas, alternando entre abertura para diálogo e recusa em conversar com Zelenski.
Putin enfrenta pressão devido ao sucesso da campanha ucraniana, mas acredita que ainda pode declarar vitória ao conquistar a região de Donetsk. Por outro lado, Zelenski lida com uma crise interna, agravada pela demissão do ministro da Defesa e pela escassez de mísseis antiaéreos.
A tensão entre o Kremlin e a Otan também aumentou, com trocas de acusações de interferência. A aliança militar, liderada pelos EUA, tem realizado exercícios no Báltico e no Ártico, enquanto os governos locais alertam sobre o risco de um ataque russo.
Nesse contexto, o diretor de espionagem americano, John Ratcliffe, fez uma visita a Moscou para se encontrar com seu homólogo, Serguei Narichkin, onde discutiram a crescente animosidade. Desde então, Trump tem afirmado que Putin não atacará a Otan.
Fonte: Noticiasaominuto