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Governo Trump reafirma ataque a cartéis de drogas onde necessário

O governo dos EUA, sob a administração Trump, declarou que atacará cartéis de narcotráfico em qualquer lugar necessário, destacando a continuidade da operação militar no Caribe e Pacífico Oriental.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou que pode e irá atacar cartéis de narcotráfico 'onde for necessário'. As declarações surgem às vésperas do primeiro aniversário da operação militar que resultou em diversos ataques a embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico Oriental.

Uma autoridade americana, que pediu para não ser identificada, comentou que Trump deixou claro que a operação pode e irá ser ampliada conforme necessário. Segundo um levantamento da organização Airwars, ao menos 227 pessoas foram mortas desde o início da campanha, que destruiu 69 embarcações até o final de agosto.

Questionado sobre o que constituiu uma vitória na ofensiva e a duração da operação, o funcionário afirmou que o objetivo é garantir que os territórios dos países parceiros estejam sob controle de seus respectivos governos. A vitória seria declarada quando todo o território estiver sob controle governamental, citando como exemplo a Colômbia, Equador e Venezuela.

A atuação americana é justificada como uma defesa dos EUA, com a cooperação de governos da região para recuperar o controle de seus territórios e limitar a atuação dos cartéis, considerados organizações terroristas estrangeiras. No entanto, a ofensiva enfrenta críticas sobre sua legalidade e eficácia.

Uma avaliação da DEA, obtida pelo jornal The Washington Post, concluiu que os ataques não impactaram a oferta ou o preço da cocaína nos EUA, com traficantes adaptando suas estratégias para evitar as forças americanas. O funcionário, por outro lado, argumentou que o objetivo é eliminar o espaço controlado por essas organizações, comparando a estratégia à campanha contra o Estado Islâmico.

Sobre a duração da operação, o funcionário não definiu um prazo, mas afirmou que os recursos aplicados no Hemisfério Ocidental geram benefícios superiores aos custos. Ele citou a presença de 12 mil militares na fronteira sul dos EUA e os ataques em águas marítimas como fatores que resultaram em uma redução significativa da quantidade de drogas nas comunidades americanas.

O governo também apresentou dados sobre a Operação Lança do Sul, afirmando que as operações do Comando Sul resultaram em uma redução de 65% na atividade marítima ilícita no Caribe Ocidental e de quase 50% em áreas-chave do Pacífico. O funcionário reconheceu que os traficantes estão mudando suas operações, mas interpretou essas mudanças como evidência da eficácia da estratégia.

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