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Janny Milanês propõe interiorização da Funad e saúde da mulher

A candidata a deputada federal Janny Milanês apresentou propostas para a interiorização da Funad e a oferta de serviços de saúde da mulher em encontros com mães de crianças neurodivergentes, visando ampliar o acesso a...
Foto: Divulgação

A candidata a deputada federal Janny Milanês defendeu a interiorização dos serviços da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad) e a implementação de serviços voltados à saúde da mulher em espaços públicos que atendem crianças neurodivergentes. Durante um encontro com mães, ela destacou a importância de facilitar o acesso à saúde para essas mulheres, que frequentemente acompanham seus filhos em terapias.

A proposta visa permitir que as mães realizem consultas e exames ginecológicos, mamografias e outros atendimentos enquanto seus filhos estão em terapia. Janny argumenta que a descentralização da Funad pode levar serviços especializados a mais regiões da Paraíba, reduzindo a necessidade de deslocamento para a capital.

Ela enfatizou que as mães relataram a dificuldade de cuidar da própria saúde devido à intensa rotina de cuidados com os filhos. A ideia é que os espaços públicos de atendimento integrem serviços de saúde feminina, permitindo que as mães aproveitem o tempo em que estão acompanhando seus filhos.

A rotina de cuidado de muitas mães de crianças atípicas é intensa, o que muitas vezes impossibilita que tenham tempo para cuidar da própria saúde. Se a mãe já está naquele espaço acompanhando o filho, por que não oferecer a ela a oportunidade de também ter acesso a consultas e exames voltados à saúde da mulher? Precisamos pensar em uma rede que acolha a pessoa com deficiência, mas que também enxergue e cuide de quem está ao seu lado todos os dias.

As mães presentes no encontro também relataram desafios relacionados ao acesso à saúde, educação e à sobrecarga que enfrentam. Muitas delas são responsáveis por acompanhar consultas e terapias, além de gerenciar tarefas domésticas e profissionais.

Jackeline Soares, advogada e mãe de uma criança atípica, destacou a necessidade de ampliar o cuidado para quem acompanha as crianças, afirmando que isso deve ser uma prioridade nas políticas públicas. Ela ressaltou que ter acesso a cuidados enquanto o filho está em terapia não é um luxo, mas uma questão de dignidade.

Janny também propôs a criação de mecanismos de prioridade no atendimento psicossocial pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para mães que cuidam integralmente de crianças atípicas, argumentando que isso é essencial para a inclusão.

Outro ponto abordado foi a crescente judicialização relacionada ao tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Janny afirmou que a busca por justiça para garantir direitos previstos em lei evidencia a distância entre a legislação e a realidade do atendimento às famílias.

O Brasil possui um dos mais avançados conjuntos de leis de proteção às pessoas com TEA. O grande desafio, porém, continua sendo fazer com que esses direitos cheguem à população.

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