Durante um evento na Paraíba, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, expressou sua desaprovação em relação à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele descreveu as medidas como "muito injustas" para o Brasil e sugeriu que as necessidades do mercado norte-americano poderiam levar a uma revisão dessa postura.
A crítica foi feita em um evento voltado para os produtores de cana-de-açúcar do Nordeste, onde o ministro abordou os efeitos das tarifas americanas sobre os produtos brasileiros. André de Paula enfatizou que essa política não afeta apenas o Brasil, mas também outros parceiros comerciais dos EUA, incluindo países europeus.
Ele utilizou o mercado de carne como exemplo, argumentando que a demanda dos Estados Unidos por carne de qualidade e em grandes volumes pode forçar uma mudança nas barreiras comerciais.
Ele não está fazendo isso porque é bonzinho com o Brasil, não. Ele está fazendo isso porque só há um país que tem a possibilidade de, em 90 dias, fornecer com qualidade e com celeridade essa carne que ele precisa — afirmou.
André de Paula também mencionou a pressão que a inflação e o aumento dos preços exercem sobre as decisões políticas nos EUA, ressaltando que "nada como a lei do mercado" para influenciar mudanças.
Refletindo sobre a postura de Trump, o ministro recordou uma frase do ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco, que sugere que até governos rígidos são forçados a se adaptar quando suas políticas impactam diretamente a população.
O tempo se encarrega de corrigir as coisas — concluiu.
O evento também destacou as iniciativas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em apoio aos produtores de cana, com André de Paula enfatizando a importância do gesto do governo em um momento desafiador para o setor.
Fonte: Polemicaparaiba