O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender uma propaganda do PT que estava sendo veiculada na televisão, intitulada 'O Currículo de Flávio Bolsonaro'. A peça publicitária, que começou a ser exibida no início do horário eleitoral, fazia referências a supostas atividades do candidato à Presidência.
A ministra Estela Aranha, responsável pela decisão, proibiu novas exibições da propaganda e garantiu o direito de resposta a Flávio Bolsonaro. A propaganda em questão alegava que o candidato iniciou sua carreira como funcionário fantasma e mencionava denúncias de lavagem de dinheiro e um suposto esquema de rachadinha, além de uma homenagem a um indivíduo associado a atividades criminosas no Rio de Janeiro.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, argumentou no TSE que não há evidências que comprovem sua atuação como funcionário fantasma e que não foi condenado em relação ao esquema de rachadinha. A campanha do candidato também ressaltou que a homenagem a Adriano da Nóbrega ocorreu antes de qualquer conhecimento sobre suas atividades ilícitas.
Na decisão, a ministra Estela Aranha afirmou que o conteúdo da propaganda ultrapassa os limites da crítica política aceitável. Segundo ela, as alegações não se restringem a opiniões ou debates públicos, mas criam uma narrativa que sugere envolvimento do candidato com organizações criminosas, sem apresentar dados concretos ou investigações formais que sustentem tais afirmações.
Fonte: Polemicaparaiba