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Toffoli suspende julgamento da candidatura de Renan Santos

O ministro Dias Toffoli adiou a análise da candidatura de Renan Santos à Presidência da República, prevista para esta segunda-feira, devido a indícios de irregularidades eleitorais.
Foto: Reprodução / Reuters

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu adiar o julgamento que avaliaria a legalidade da candidatura de Renan Antônio Ferreira dos Santos à Presidência da República. A análise, que estava marcada para esta segunda-feira, foi retirada de pauta.

A decisão foi formalizada em um despacho assinado no último sábado, onde o ministro apontou indícios de possíveis irregularidades relacionadas ao descumprimento de normas da legislação eleitoral.

O foco da análise envolve 18 contas em redes sociais. De acordo com o despacho, Renan e seu companheiro de chapa, Aroldo Medina, apresentaram esses perfis à Corte em 19 de agosto, como parte das informações complementares ao registro de candidatura, que havia sido protocolado no dia 7 do mesmo mês.

Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026. Tendo em vista haver, no registro dos candidatos, indícios de ilicitudes decorrentes do descumprimento aos arts. 57-B, IV e § 1º, da Lei nº 9.504/1997; 24, VIII, da Res.-TSE nº 23.609/2019; e 28, caput e § 1º-B da Res.-TSE nº 23.610/2019, determino a retirada do feito da pauta de julgamento.

A legislação eleitoral estabelece um prazo de 48 horas após o registro na Justiça Eleitoral para que endereços eletrônicos preexistentes, que não tenham sido informados, possam ser utilizados.

Renan Santos, de 42 anos, é candidato pela primeira vez à Presidência. Ele é líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e preside o partido Missão, fundado em 2025. Renan foi um dos fundadores do MBL em 2014 e ganhou notoriedade durante as manifestações que pediam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2015 e 2016. Antes de sua carreira política, ele estudou Direito na USP, mas não concluiu o curso.

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