A Venezuela reafirmou sua propriedade e soberania sobre os recursos naturais do país, conforme declarado por Delcy Rodríguez em um discurso televisionado. A declaração ocorre após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o controle de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo venezuelanas.
Rodríguez defendeu o acordo, ressaltando que ele proporcionará à Venezuela acesso a capital, tecnologia e capacidade operacional, essenciais para a recuperação de uma indústria afetada por sanções. Ela mencionou a escolha pela diplomacia com os EUA como um caminho para transformar disputas em cooperação, visando investimentos e resultados concretos para os venezuelanos.
A presidente interina expressou gratidão ao presidente Trump e à sua administração pelos esforços conjuntos para alcançar o acordo, que ocorre quase nove meses após a captura do presidente Nicolás Maduro pelo Exército dos EUA. Rodríguez destacou a ambição da Venezuela de se tornar uma potência energética, com foco na produção de petróleo e gás.
O acordo, com duração de 25 anos, prevê royalties de 16% sobre as operações e um imposto de renda de 34%. Isso implica que, para cada barril produzido e vendido, cerca de 19 dólares serão destinados ao país. A meta de produção é superior a 1,5 milhão de barris por dia, com um potencial de receita de 209,3 bilhões de dólares, considerando um preço de 65 dólares por barril.
Rodríguez também mencionou o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um investimento estimado em mais de 100 bilhões de dólares. A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, com 303 bilhões de barris, representando cerca de 17% da oferta global, segundo a Administração de Informação Energética dos EUA.
Por outro lado, o partido de oposição União e Mudança criticou a gestão do setor petrolífero desde 2023 e pediu que os detalhes do acordo com os EUA sejam tornados públicos.
Fonte: Noticiasaominuto