Mojtaba Khamenei, que assumiu após a morte de seu pai, Ali Khamenei, no início da ofensiva contra o Irã, não foi visto publicamente desde então. Em uma mensagem divulgada em seu portal, ele enfatizou que
a solução para os problemas da Umma [comunidade muçulmana] está na união, na amizade e na cooperação em prol do bem
.
Khamenei alertou que qualquer ação que cause divisão entre os muçulmanos, intencionalmente ou não, serve aos interesses dos inimigos do Islã. Ele pediu aos líderes da região que reconheçam os verdadeiros inimigos e combatam os planos dos Estados Unidos e de Israel, que ele classificou como ameaças a todos os muçulmanos, não apenas ao Irã.
Em resposta à ofensiva israelense e americana, o Irã atacou países aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, resultando em um agravamento das relações de Teerã com essas nações.
Khamenei, que detém a palavra final sobre as diretrizes do Irã, reiterou a necessidade de unidade entre os iranianos, afirmando que não se deve permitir divergências internas. Em uma declaração anterior, ele havia afirmado que era proibido realizar ações que prejudicassem a coesão social.
Ele também defendeu a gradual "desdolarização" da economia iraniana e o fortalecimento da produção para revitalizar a economia, que enfrenta um bloqueio naval americano e sanções internacionais que foram recentemente endurecidas.
Além de atacar interesses americanos, o Irã bloqueou o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, aumentando os temores de uma crise econômica global, já afetada pela guerra na Ucrânia.
A guerra no Oriente Médio resultou em milhares de mortes nos últimos seis meses, em uma região marcada por conflitos persistentes, como o entre Israel e Palestina.
Fonte: Noticiasaominuto