O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu suspender as contratações e renovações realizadas pelo Treze Futebol Clube e pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) do Treze. Essa medida foi tomada em resposta a uma ação movida por credores que estão envolvidos na recuperação judicial do clube.
Os credores alegam que não foram informados sobre a implementação do novo modelo de gestão. Durante a Assembleia Geral que aprovou a recuperação judicial, o advogado Thiago de Souza Rino, um dos principais autores da ação, levantou questionamentos sobre a criação da SPE e a falta de clareza sobre o papel da nova administração no pagamento das dívidas, que superam R$ 20 milhões.
A SPE do Treze foi estabelecida em maio de 2026, sob a liderança de Raul Pequeno, que tem sido responsável pela gestão do futebol e pela administração financeira do clube. O juiz Henrique Jorge Jácome, em sua decisão, destacou que a SPE representa uma gestão paralela que compromete a transparência do processo de recuperação judicial, especialmente ao firmar contratos e utilizar a identidade do clube.
O juiz também estipulou um prazo de 15 dias para que o Treze forneça esclarecimentos sobre a operação da SPE, incluindo documentos que comprovem sua constituição, o quadro de sócios, contratos assinados e extratos bancários. A Justiça também requisitou informações sobre a participação do quadro associativo do Treze na SPE e o papel de Raul Pequeno como CEO.
Em resposta, o Treze Futebol Clube e a SPE afirmaram que fornecerão todos os esclarecimentos necessários dentro do prazo estipulado pela Justiça, destacando que a criação da SPE foi feita de forma pública e transparente, com o conhecimento de todos os envolvidos no processo de recuperação. A diretoria do clube enfatizou que o objetivo da SPE é atrair investimentos e contribuir para a reestruturação administrativa do Treze.
Fonte: Arenacorreio