O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), declarou que o patrocínio de R$ 61 milhões para o filme Dark Horse, realizado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, é um 'livro fechado'. Durante uma sabatina promovida pela TV Globo, ele não forneceu detalhes sobre o contrato com Vorcaro, que está preso por fraudes bilionárias.
Flávio defendeu a busca por financiamento privado para o filme, que homenageia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que Vorcaro não recebeu contrapartidas por seu patrocínio e que não há nada de errado em um filho buscar apoio financeiro para um projeto relacionado ao pai.
O senador reiterou que o investimento foi feito de boa fé e que todos os recursos foram utilizados no filme. Ele também mencionou que a perícia já confirmou a ausência de dinheiro público no projeto.
Apesar das pressões, Flávio não forneceu detalhes sobre o contrato e, ao ser questionado, desviou a responsabilidade, afirmando que quem deve prestar contas é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Três meses após prometer um relatório detalhado sobre o financiamento de Dark Horse, Flávio ainda não apresentou explicações. O financiamento foi discutido entre ele e Vorcaro, mesmo após a prisão do banqueiro em novembro de 2025.
A Polícia Civil, em uma operação relacionada, requisitou acesso a análises do Coaf sobre movimentações financeiras do Instituto Conhecer Brasil, que venceu uma licitação da Prefeitura no valor de R$ 108 milhões. Investigações sugerem que parte dos recursos pode ter sido direcionada à produção de Dark Horse.
Fonte: Paraibaonline