As Forças Armadas de Israel realizaram um ataque aéreo na Cisjordânia ocupada, resultando na morte de três palestinos, conforme informações do governo israelense e serviços de emergência locais. O bombardeio, que destruiu um veículo nas proximidades de Jenin, eliminou todos os ocupantes.
O Exército israelense afirmou que a operação tinha como alvo um membro do Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza, que é separada da Cisjordânia, onde a Autoridade Palestina exerce governo parcial. O Fatah, partido dominante na Autoridade, é rival do Hamas.
Embora o Hamas tenha condenado o ataque, não confirmou se as vítimas eram membros da facção. Informações indicam que pelo menos um dos mortos pertencia ao braço armado da Jihad Islâmica, outro grupo extremista palestino aliado ao Hamas.
Emergencistas palestinos relataram que soldados israelenses isolaram a área do bombardeio, impedindo que médicos prestassem socorro e dificultando o transporte dos corpos. Israel não comentou sobre essa acusação.
Ataques aéreos na Cisjordânia são eventos raros, pois as Forças Armadas israelenses mantêm controle militar absoluto na região. Desde os acordos de Oslo, a Cisjordânia foi dividida em zonas, sendo a zona A governada pela Autoridade Palestina, onde a polícia palestina pode atuar plenamente.
Entretanto, desde 2002, forças israelenses têm presença frequente na zona A, realizando operações de contraterrorismo, muitas vezes em colaboração com a segurança palestina. Nas zonas B e C, o Exército de Israel exerce controle total.
O ataque ocorre em um contexto de crescente tensão na Cisjordânia, onde aumentam os ataques de colonos israelenses contra palestinos, resultando em vandalismo de mesquitas e destruição de plantações.
Colonos israelenses em assentamentos ilegais são julgados pela lei civil israelense, enquanto palestinos enfrentam a lei militar. Essa disparidade é central nas acusações de apartheid feitas por entidades como a Anistia Internacional, que Israel nega, alegando que as diferenças são baseadas em segurança e nacionalidade.
Os assentamentos são considerados ilegais sob o direito internacional, pois a Convenção de Genebra proíbe a transferência de populações para territórios ocupados. Israel afirma não incentivar a criação de assentamentos, embora forneça proteção e infraestrutura.
Atualmente, cerca de 500 mil judeus residem em assentamentos na Cisjordânia, e 250 mil em Jerusalém Oriental ocupada, com acesso restrito para palestinos. Em Gaza, ataques aéreos também resultaram na morte de cinco pessoas nesta mesma data.
Fonte: Noticiasaominuto