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Adolescente é condenado à prisão perpétua por assassinato nos EUA

Carson Peters-Berger, de 18 anos, foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de sua prima de 10 anos, Iliana 'Lily' Peters, em Chippewa Falls, Wisconsin. Ele poderá solicitar liberdade após 25 anos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Quatro anos após um crime que chocou a cidade de Chippewa Falls, Wisconsin, Carson Peters-Berger foi sentenciado à prisão perpétua pelo assassinato de sua prima, Iliana 'Lily' Peters, que tinha apenas 10 anos. A condenação foi proferida pelo juiz Steven Gibbs, que destacou a gravidade do ato, mesmo levando em conta a idade do réu na época do crime.

Peters-Berger, que tinha 14 anos quando cometeu o crime, se declarou culpado de homicídio doloso em primeiro grau. Ele poderá solicitar liberdade sob supervisão ampliada após cumprir 25 anos da pena.

Durante a audiência, o juiz Gibbs enfatizou a seriedade do caso, afirmando que, apesar da juventude do réu, a infração foi extremamente grave e impactou a comunidade. Peters-Berger optou por não fazer uma declaração durante a audiência.

O crime ocorreu em 24 de abril de 2022, quando Lily, após visitar a casa de uma tia, estava retornando de bicicleta para casa acompanhada de seu primo. Peters-Berger convenceu a menina a se afastar da trilha e entrar em uma área de mata, onde posteriormente confessou ter a intenção de atacá-la.

Após o desaparecimento de Lily, que foi reportado por seu pai, seu corpo foi encontrado na manhã seguinte em uma área arborizada. A autópsia revelou que a criança havia sido agredida, estrangulada e vítima de violência sexual. Peters-Berger foi preso no dia seguinte ao descobrimento do corpo.

Inicialmente, o adolescente enfrentava três acusações, mas ao se declarar culpado de homicídio intencional em primeiro grau, duas acusações relacionadas à violência sexual foram retiradas como parte de um acordo judicial. No entanto, essas acusações foram consideradas na definição da sentença.

A defesa tentou transferir o caso para a Justiça juvenil, argumentando que Peters-Berger necessitava de tratamento de saúde mental, mas o pedido foi negado. O juiz decidiu que a gravidade dos crimes justificava a permanência do caso na Justiça comum, decisão que foi mantida por um tribunal de apelações.

Familiares e amigos de Lily estiveram presentes na audiência e compartilharam o impacto emocional causado pela tragédia. Kiara Stevens, amiga da menina, expressou que Lily era uma fonte de luz em sua vida, enquanto Dana Whitcome, madrasta de dois irmãos de Lily, afirmou que a família busca agora se curar e honrar a memória da criança.

O promotor do Condado de Chippewa, Wade Newell, comentou que a condenação não traz encerramento total, pois nada pode apagar o que aconteceu com a menina.

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