Search

Inundações no Himalaia resultam em 160 mortes e quase 500 desaparecidos

Inundações devastadoras entre Nepal e Tibete deixaram ao menos 160 mortos e quase 500 desaparecidos. As causas do desastre ainda estão sendo investigadas.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Inundações catastróficas na região do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, resultaram na morte de pelo menos 160 pessoas, conforme informações de autoridades locais. Aproximadamente 500 indivíduos estão desaparecidos, e a destruição de casas, estradas e pontes foi significativa, com vilarejos inteiros submersos em lama.

As causas das inundações ainda não foram totalmente esclarecidas. Uma das teorias sugere que um terremoto pode ter desencadeado uma avalanche de gelo e rochas, enquanto outra hipótese aponta para a possibilidade de um grande bloco de gelo se desprender de uma geleira, levando a uma avalanche e subsequentes inundações.

No lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra atingiu o porto de Gyirong, resultando na morte de pelo menos três pessoas e deixando 265 desaparecidas, segundo a emissora estatal CCTV. Os números de vítimas do lado chinês ainda estão sendo verificados e não está claro se há sobreposição com os dados do governo nepalês.

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, informou que 484 pessoas estão desaparecidas, incluindo 341 estrangeiros, entre eles cidadãos da Índia, Reino Unido e Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação de vítimas brasileiras, conforme o Itamaraty.

A região afetada é uma rota popular para peregrinos que visitam Kailash Manasarovar, no Tibete. O governo nepalês mobilizou equipes de resgate, incluindo polícia e Exército, e solicitou apoio da China e da Índia para intensificar as operações.

No distrito de Rasuwagadhi, o transbordamento do rio Bhote Koshi impediu pousos de helicópteros de resgate nas áreas mais afetadas. As operações aéreas só poderão ser retomadas quando o nível da água diminuir.

Imagens da televisão mostraram a devastação, com casas destruídas e veículos arrastados pela correnteza. Testemunhas relataram que vilarejos inteiros foram engolidos pelas águas. O administrador distrital, Narendra Pariyar, alertou os moradores a deixarem áreas baixas em busca de locais mais seguros.

As autoridades também emitiram alertas sobre a possibilidade de novas inundações, devido a um bloqueio no rio Lhende Khola, que pode causar uma nova onda de enchentes.

No Tibete, as autoridades expressaram preocupação com possíveis grandes perdas humanas após o deslizamento de terra em Gyirong. Imagens de segurança mostraram pessoas fugindo momentos antes do deslizamento, que destruiu veículos e parte da infraestrutura local.

Um terremoto de magnitude 4,4 foi registrado cerca de sete minutos antes do deslizamento, mas ainda não se sabe se houve relação entre os eventos. Análises iniciais de imagens de satélite indicaram que um deslizamento de neve e rochas ocorreu no rio Lhende Khola, a cerca de 20 km da fronteira de Rasuwagadhi.

A quantidade de água barrenta que desceu das montanhas também gerou alertas de inundação nos estados indianos de Bihar e Uttar Pradesh, que fazem fronteira com o Nepal. O dirigente da China, Xi Jinping, pediu esforços totais nas buscas pelos desaparecidos e a melhoria dos sistemas de monitoramento para prevenir novos desastres.

O Tibete, uma região com uma rica herança cultural, tem uma história complexa de relação com a China, que se intensificou após a incorporação da região ao país em 1951. Desde então, o Tibete tem sido um foco de tensões políticas e culturais.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE