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Caiado propõe cortes de gastos e anistia a condenados do 8 de janeiro

Ronaldo Caiado, candidato à presidência, anunciou planos para cortes de gastos no governo e defendeu anistia a condenados pelos eventos de 8 de janeiro, visando reduzir a polarização política.
Foto: Reprodução / Globo

Em entrevista, Ronaldo Caiado, candidato do PSD à presidência, revelou sua intenção de implementar cortes significativos nos gastos do governo federal, embora não tenha especificado quais áreas seriam afetadas. Ele planeja apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no primeiro dia de um possível governo, com o objetivo de limitar o crescimento das despesas federais à inflação mais 50% do crescimento do PIB.

Caiado também mencionou a necessidade de uma reforma administrativa, visando a redução de despesas e o combate à corrupção em todos os níveis do governo. Ele criticou salários considerados excessivos e possíveis desvios relacionados a emendas parlamentares, classificando o atual arcabouço fiscal como uma "grande farsa".

Além disso, o candidato defendeu a anistia para aqueles condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, essa medida seria fundamental para diminuir a polarização política no país.

Precisamos acabar com essa polarização, temos que pacificar o país — afirmou.

Caiado também fez um apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a abertura de sigilos relacionados a investigações sobre fraudes no INSS e outros casos, argumentando que a transparência ajudaria os eleitores a conhecerem possíveis envolvimentos de candidatos em investigações antes das eleições.

Em relação à segurança pública, o candidato propôs a criação de uma polícia integrada entre países da América Latina para combater o narcotráfico e o crime organizado, enfatizando a importância do compartilhamento de informações de inteligência.

Caiado também se comprometeu a manter a atual regra de reajuste do salário mínimo, priorizando a redução de despesas excessivas na administração pública. Ele se opôs a retirar direitos de quem depende do salário mínimo e das aposentadorias.

Sobre a Previdência Social, o candidato evitou entrar em detalhes, mencionando que reunirá especialistas para discutir as medidas necessárias, sem definir se haverá alterações na idade mínima para aposentadoria.

Caiado criticou a política econômica do governo atual, especialmente em relação ao endividamento das famílias e empresas, sem apresentar soluções concretas. Ele também se manifestou contra a reforma tributária aprovada durante o governo Lula, afirmando que pretende rever aspectos do novo modelo.

Por fim, o candidato comentou sobre a falta de apoio de parte dos candidatos do PSD em estados, atribuindo isso à influência do governo federal sobre os partidos e à decisão do presidente nacional do PSD de não intervir nas disputas estaduais.

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