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Casos de febre do Nilo Ocidental aumentam no Brasil

A febre do Nilo Ocidental preocupa autoridades de saúde com quatro casos confirmados no Brasil, incluindo uma morte em Santa Catarina. A transmissão ocorre principalmente por mosquitos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A febre do Nilo Ocidental voltou a ser uma preocupação para as autoridades de saúde, especialmente após a confirmação de dois casos em Santa Catarina, um dos quais resultou em morte. São Paulo também registrou seus dois primeiros casos da doença, enquanto o Piauí investiga um caso suspeito.

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um vírus do gênero Flavivirus, que inclui também os vírus da dengue, zika e febre amarela. Trata-se de uma zoonose, transmitida entre animais e humanos. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% dos infectados apresentam sintomas, que geralmente são leves, mas uma pequena fração pode evoluir para quadros neurológicos graves.

Atualmente, o Brasil conta com pelo menos quatro casos confirmados da doença em 2026, incluindo uma morte. Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos faleceu em Imbituba, enquanto um homem de 56 anos de Caçador teve alta após internação. Ambos apresentaram manifestações neurológicas, mas a causa da morte ainda está sendo investigada.

Em São Paulo, os primeiros casos humanos foram confirmados em uma mulher de 34 anos de Ribeirão Preto, que já se recuperou, e em uma adolescente de 18 anos de São José do Rio Preto, que permanece internada. O Ministério da Saúde está colaborando com estados e municípios na vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e áreas de transmissão.

A transmissão da febre do Nilo Ocidental ocorre principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex. As aves silvestres são os hospedeiros naturais do vírus, que infecta humanos e equinos, considerados hospedeiros acidentais que não transmitem a doença. Formas raras de contágio incluem transfusões de sangue e transplantes de órgãos.

Cerca de 80% dos infectados não apresentam sintomas. Quando os sintomas aparecem, incluem febre abrupta, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Em casos graves, a doença pode levar a complicações neurológicas, como meningite e encefalite. O tratamento é focado no controle dos sintomas, com internação necessária em casos mais severos.

A prevenção da febre do Nilo Ocidental envolve a redução da exposição a mosquitos, com o uso de repelentes e roupas que cubram a pele. É fundamental eliminar locais que possam acumular água parada, que servem como criadouros para os mosquitos. Além disso, é importante evitar contato com animais mortos e notificar as autoridades sobre aves ou equinos doentes.

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