O Irã reagiu às ameaças dos Estados Unidos de intensificar a pressão econômica, advertindo que países que se juntarem a essa campanha poderão enfrentar consequências. O alerta foi dado pelo vice-chanceler Kazem Gharibabadi, que contestou a narrativa americana sobre a suposta destruição das capacidades militares iranianas.
Na véspera, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, havia publicado um artigo no Financial Times, descrevendo a ação como a
maior ofensiva financeira já organizada contra um adversário
e chamando-a de "Dia D econômico". Bessent deve detalhar novas sanções contra o Irã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, também enfatizou que qualquer cumplicidade com os EUA em suas ações contra o Irã terá consequências. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezai, já havia alertado que países que apoiassem a guerra econômica dos EUA seriam considerados "inimigos".
Além disso, o Irã anunciou a inclusão de 45 petroleiros em uma lista de embarcações proibidas de atravessar o estreito de Hormuz, alegando violação de suas regras. O regime advertiu que tomará medidas contra navios que realizarem transferências de carga para ou a partir dessas embarcações, aumentando a tensão na região.
Os navios listados poderão ser multados, detidos e ter suas cargas confiscadas. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, responsável pela administração da passagem, orientou os proprietários de cargas a consultar a lista de embarcações irregulares e a apresentar pedidos para serem retirados dela.
A reabertura do estreito é uma prioridade para os EUA, mas o Irã insiste que permanecerá fechado até que Washington suspenda o bloqueio naval, elimine as sanções ao petróleo e descongele os ativos iranianos no exterior.
Fonte: Noticiasaominuto