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Indiciamento de Suspeito por Ameaças a Ricardo Coutinho

Romero Gonçalves de Andrade foi indiciado por ameaças e porte de arma após incidente em ato político. Fiança de R$ 20 mil não foi paga e processo avança.
Foto: Polêmica Paraíba

A Polícia Civil indiciou Romero Gonçalves de Andrade por ameaças, calúnia, injúria e porte de arma branca, em decorrência de um incidente ocorrido durante um ato político de Ricardo Coutinho. A fiança foi fixada em R$ 20 mil, mas não foi quitada.

O caso gerou um Auto de Prisão em Flagrante que está sob análise na 1ª Vara Regional das Garantias. O processo, que foi distribuído ao Ministério Público Estadual, já teve a Defensoria Pública intimada.

Conforme o relato de Coutinho à polícia, Romero começou a filmá-lo sem consentimento e o chamou de "bandido" e "ladrão". Após ser abordado por militantes, ele teria sacado um punhal e um simulacro de pistola, apontando-o em direção ao político.

Coutinho afirmou não conhecer Romero e suspeita que as agressões tenham motivação política. Ele foi informado sobre a conta de Instagram do suspeito, onde, segundo relatos, ele exibia armas e fazia referências a partidos de direita.

Testemunhas corroboraram a versão de Coutinho. Um policial militar presente no local relatou que viu Romero armado e ameaçando Coutinho, inclusive afirmando que o mataria. O suspeito teria se identificado como policial militar da reserva.

Os guardas municipais que atenderam a ocorrência foram acionados por volta das 19h30 e encontraram Romero contido por populares. Os presentes entregaram aos agentes um simulacro de pistola e uma faca peixeira, que estavam com o suspeito.

O auto de apresentação e apreensão da Polícia Civil formalizou a apreensão dos objetos. A defesa de Romero, representada pelo advogado Ayrllan Rodrigues, alegou que a faca era para uso cotidiano e negou que ele a tivesse sacado durante o ato.

Durante o interrogatório, Romero optou por permanecer em silêncio e não apresentou sua versão dos fatos, sendo acompanhado por seu advogado. Ele alegou ser policial militar, mas não apresentou documentação que comprovasse essa afirmação.

O delegado Bruno Victor Germano concluiu que havia elementos suficientes para indiciar Romero por ameaça, calúnia, injúria e porte de arma branca. A ameaça foi associada ao uso do simulacro e da faca, enquanto a calúnia se referiu à acusação de Coutinho ser "ladrão".

O auto foi enviado ao Poder Judiciário e o processo não tramita em segredo de Justiça.

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