A Polícia Civil da Paraíba, em colaboração com a Polícia Penal do Rio de Janeiro, lançou a Operação Cárceres, visando desarticular uma rede criminosa que comandava homicídios na região de Patos. A operação resultou na execução de seis mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão.
As ordens para os crimes eram emitidas diretamente do sistema penitenciário, envolvendo detentos das penitenciárias Romero Nóbrega e Romeu Gonçalves de Abrantes, na Paraíba, além da Cadeia Pública Jorge Santana, no Rio de Janeiro. Um dos principais líderes da organização é um presidiário natural de Patos, que está detido no estado fluminense desde o final de 2025.
Apesar de estarem encarcerados, os mandantes continuavam a fornecer armas e veículos para que seus comparsas em liberdade realizassem ataques contra rivais, em meio a disputas pelo controle do tráfico de drogas na região.
A investigação que levou à operação teve início após uma tentativa de homicídio ocorrida em 23 de julho, no bairro São Judas Tadeu, onde homens armados tentaram invadir uma residência e dispararam contra o local. Durante as diligências, um veículo roubado utilizado na ação foi recuperado e dois suspeitos foram presos em flagrante, um deles com mandado de prisão em aberto pela Justiça de Santa Catarina.
A organização criminosa está também ligada aos assassinatos de Ricardo Silva Lucena, em 18 de julho, e José Tácio Lino dos Santos, em 24 de julho, além do atentado contra Luiz Felipe Silva Gomes, ocorrido em 20 de julho. A Polícia Civil continua as investigações para identificar novos membros do grupo.
Fonte: Reporterpb