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Cuba critica sanções dos EUA que afetam serviços essenciais

O governo cubano denunciou que as sanções dos Estados Unidos dificultam o acesso a serviços básicos, como alimentos e medicamentos, afetando a população. A nova rodada de restrições mira autoridades e entidades da ilha.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Cuba expressou sua indignação em relação às sanções impostas pelos Estados Unidos, que, segundo o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, visam dificultar a prestação de serviços essenciais à população. A declaração foi feita após o anúncio de novas restrições por parte de Washington.

Rodríguez afirmou que as sanções obstruem o transporte de contêineres com alimentos, medicamentos e equipamentos médicos, afetando principalmente micro, pequenas e médias empresas cubanas. Ele descreveu a política dos EUA como uma "obsessão fracassada

e acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, de ter um

propósito deliberado" de prejudicar o acesso da população a serviços essenciais.

As novas sanções, anunciadas na quinta-feira, atingem três autoridades cubanas e nove entidades estatais ligadas a setores como mineração e comércio exterior, incluindo o Ministério da Construção. Essas medidas fazem parte da estratégia dos EUA para pressionar por mudanças políticas e econômicas em Cuba.

Essas restrições se somam a sanções anteriores direcionadas ao presidente Miguel Díaz-Canel e a acusações contra o ex-presidente Raúl Castro, refletindo a continuidade da campanha do governo Trump para intensificar a pressão sobre Cuba, que já enfrenta uma grave crise econômica.

Além das sanções, Cuba enfrenta um preocupante declínio populacional. Dados recentes indicam que em 2025 o país registrou 136.214 mortes, superando os 68.064 nascimentos. O envelhecimento da população é evidente, com 26,7% dos habitantes tendo 60 anos ou mais, e a taxa de fecundidade se mantendo em 1,29 filho por mulher, o menor nível desde 1958.

A capital, Havana, apresenta a maior taxa de redução populacional, com o município de Plaza de la Revolução concentrando 38,2% de idosos. O Centro de Estudos Populacionais e de Desenvolvimento (CEPDE) e o Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI) divulgaram esses dados, evidenciando a gravidade da situação demográfica na ilha.

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