O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, manifestou seu descontentamento com o Supremo Tribunal Federal (STF) durante um evento com empresários na Mooca, zona leste de São Paulo. Ele afirmou que olha para o STF "com nojo" e que, se reeleito, Lula indicará mais quatro ministros que, segundo ele, irão perseguir a população.
Flávio também expressou seu desejo de ser lembrado na história, mesmo que como "um presidente de transição", ressaltando que o Brasil enfrenta um momento difícil. Ao seu lado estavam o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes.
Tarcísio, em uma sabatina anterior, mencionou que Flávio se comprometeu a um mandato único ao protocolar uma proposta de emenda à Constituição que visa acabar com a reeleição. Flávio criticou a impunidade no STF e afirmou que a mudança depende da nova presidência e da bancada de senadores. Ele se comprometeu a indicar quatro novos nomes para a Corte, que respeitarão a Constituição.
Durante o encontro, Flávio prometeu aos empresários presentes a redução da carga tributária, destacando sua experiência como lojista e as dificuldades enfrentadas, como aluguéis altos e margens de lucro reduzidas.
O senador, que foi sócio de uma franquia da Kopenhagen, está sob investigação por supostas irregularidades relacionadas ao esquema da "rachadinha". Ele negou qualquer irregularidade, e o Superior Tribunal de Justiça anulou decisões anteriores da Justiça do Rio de Janeiro sobre o caso.
Tarcísio elogiou a candidatura de Flávio como uma oportunidade de resgatar a esperança no Brasil. Nunes pediu que os membros da coligação utilizem o número de urna de Flávio em suas campanhas.
Flávio realizou sua primeira agenda pública em São Paulo após confirmar sua candidatura, visitando o mercadão de São Miguel e interagindo com apoiadores. Ele criticou Lula ao levantar uma peça de picanha, relembrando a promessa do ex-presidente de que o povo voltaria a comer carne.
Sobre a prestação de contas do filme "Dark Horse", que recebeu R$ 61 milhões de um banqueiro, Flávio afirmou que o material já foi vazado e que estava tudo correto. A produtora, no entanto, não detalhou os financiadores em um laudo anexado a um inquérito policial que investiga o uso de verbas públicas.
Os repasses do banqueiro estão sob investigação da Polícia Federal. Antes do evento, manifestantes protestaram contra Flávio e Tarcísio, com cartazes questionando os R$ 61 milhões do filme. A maioria das críticas, no entanto, era direcionada ao governador, com acusações sobre sua gestão.
Flávio deve participar da Festa do Peão de Barretos no próximo sábado.
Fonte: Paraibaonline