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Trump intensifica pressão econômica sobre o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma nova ofensiva econômica contra o Irã, considerada a mais severa já imposta a um país. Ele advertiu que aliados que ajudarem o Irã enfrentarão consequências.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou uma nova ofensiva econômica contra o Irã, que ele descreveu como a 'operação econômica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país'. Em uma postagem na Truth Social, Trump alertou que qualquer nação que ofereça 'qualquer tipo de tábua de salvação' ao Irã também enfrentará repercussões econômicas.

A nova estratégia visa interromper os métodos utilizados por Teerã para contornar as sanções e garantir a circulação de recursos, incluindo contrabando de petróleo, operações de câmbio e transferências de dinheiro. Trump exigiu que essas atividades 'parem AGORA' e afirmou que os Estados Unidos monitorarão de perto os países e entidades que continuarem a permitir tais operações.

O presidente apresentou essa medida como uma nova fase na pressão dos Estados Unidos sobre o governo iraniano, afirmando que as Forças Armadas do Irã foram significativamente enfraquecidas após confrontos recentes e que a economia do país estaria à beira do colapso. 'Isto será um DIA D econômico', declarou Trump, pedindo a colaboração de aliados para isolar o Irã.

Antes do anúncio, Trump mencionou a possibilidade de retomar negociações com Teerã, afirmando que isso poderia ocorrer 'talvez em algum momento'. Ele também comentou sobre a situação no Estreito de Ormuz, destacando que muitos petroleiros estão atravessando a passagem sem problemas. 'Talvez em algum momento, embora neste preciso momento ache que a situação é muito boa', disse.

As tensões permanecem elevadas no sexto mês de conflito, com o cessar-fogo bilateral encerrado recentemente. Trump afirmou que não há conversas programadas com o Irã e que as negociações foram suspensas até que Teerã se aproxime das posições dos Estados Unidos.

O governo iraniano, por sua vez, tem mostrado resistência em atender às exigências norte-americanas. O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o Estreito de Ormuz não será reaberto até que os Estados Unidos cumpram os compromissos do protocolo assinado em junho, que previa uma trégua e negociações.

Ghalibaf também criticou a 'ingerência estrangeira' enquanto os Estados Unidos pressionam o Iraque a desarmar grupos armados apoiados por Teerã. Além disso, Irã e Omã estão discutindo a futura gestão do Estreito de Ormuz, com o Irã propondo a cobrança de taxas de navegação, uma ideia que é rejeitada pelos Estados Unidos e outros países da região.

Recentemente, Trump publicou um mapa que mostrava o Estreito de Ormuz como território dos Estados Unidos, reforçando a ideia de que a passagem marítima deve ser considerada sob controle americano. O Irã reiterou que manterá o estreito fechado até que Washington cumpra as condições do acordo provisório de junho.

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