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André Gadelha critica ‘Emendas Pix’ e propõe mudanças nas regras eleitorais

Durante a sabatina ClickPB, André Gadelha, candidato ao Senado, criticou as 'Emendas Pix' por favorecerem desigualdade nas eleições e propôs maior transparência nas transferências de recursos.
Foto: André Gadelha na sabatina ClickPB / TV Diário do Sertão (Foto: Reprodução)

Em uma recente sabatina promovida pelo portal ClickPB e a TV Diário do Sertão, André Gadelha, ex-prefeito de Sousa e candidato ao Senado Federal, expressou sua preocupação com o modelo de transferência de emendas parlamentares no Brasil, especialmente as denominadas 'Emendas Pix'. Segundo ele, esse mecanismo permite a injeção de grandes quantias em prefeituras sem a devida fiscalização, criando um ambiente desleal nas disputas eleitorais.

Gadelha argumentou que o atual sistema político brasileiro não consegue garantir um equilíbrio democrático. Ele afirmou que o modelo presidencialista vigente está falido, pois concentra o orçamento no Parlamento, o que, segundo ele, é um erro.

O candidato também contestou a ideia de que as escolhas dos eleitores são baseadas em pautas ideológicas. Para Gadelha, o volume de recursos provenientes das emendas parlamentares se tornou o principal fator nas alianças políticas, influenciando diretamente o fenômeno do 'voto cruzado'.

Ele detalhou como a distribuição desigual de recursos por parlamentares favorece certos grupos em detrimento de outros. Gadelha exemplificou a situação ao mencionar que um senador pode destinar R$ 10 milhões em três anos, enquanto outro pode aportar R$ 12 milhões, criando uma disparidade significativa entre os concorrentes.

Relembrando sua experiência como ex-prefeito, Gadelha destacou a rigidez das exigências para a liberação de recursos em gestões anteriores, contrastando com a atual facilidade de acesso às verbas federais. Ele observou que, atualmente, a necessidade imediata dos prefeitos leva à busca por emendas sem a devida regularidade fiscal.

O candidato também alertou sobre os riscos da falta de prestação de contas e a possibilidade de discrepâncias nos custos de obras públicas, uma vez que os recursos chegam rapidamente às prefeituras, dificultando a transparência.

Gadelha criticou a flexibilização das regras orçamentárias, que transformou as emendas em moeda de troca política. Ele citou casos recentes em que parlamentares estão utilizando emendas para negociar votos nas eleições.

Ao final, Gadelha defendeu uma revisão nas normas de repasse de emendas para garantir maior transparência e equidade nas disputas eleitorais, afirmando sua disposição para mudar as regras e aumentar a transparência do uso do dinheiro público.

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