A Coreia do Norte manifestou que os Estados Unidos não alteraram sua "postura hostil" em relação ao regime, apesar da proposta de diálogo feita pelo presidente Donald Trump. O anúncio foi feito por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, em um comunicado.
Kim Yo-jong, que ocupa um cargo de destaque no Partido dos Trabalhadores da Coreia, afirmou que, embora seu irmão tenha "boas lembranças" de Trump, isso não deve ser confundido com as relações entre os dois países. Ela enfatizou que a política dos EUA permanece inalterada.
A irmã de Kim também criticou a realização de exercícios militares dos EUA com a Coreia do Sul, ressaltando que, mesmo com a redução da duração das manobras, a natureza provocativa desses exercícios não mudará.
Além disso, Kim Yo-jong afirmou não ter informações sobre possíveis contatos entre seu irmão e Trump, em resposta a declarações do presidente americano sobre um encontro futuro. Trump confirmou sua intenção de se reunir com Kim, possivelmente durante o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, expressou preocupação com a decisão de Trump, que pode impactar a política militar da península. Analistas temem que isso leve Seul a considerar o desenvolvimento de armas nucleares.
A China, aliada da Coreia do Norte, está atenta à situação, com seu chanceler, Wang Yi, em Seul para conversas que podem resultar em uma cúpula entre Lee e Xi Jinping. O posicionamento de Kim Yo-jong reflete uma busca por independência em meio a sinais contraditórios de Trump.
Kim, que já foi elogiado por Trump em mandatos anteriores, viu a relação esfriar após três encontros, sendo posteriormente desconsiderada pela administração Biden. A situação atual sugere uma nova dinâmica nas relações entre os países.
Por fim, Kim Yo-jong negou relatos sobre a disposição da Coreia do Norte em enviar tropas para apoiar a Rússia na Ucrânia, desmentindo informações do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.
Fonte: Noticiasaominuto