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Lula Lança Candidatura à Reeleição com Apelo Nostálgico

O presidente Lula iniciou sua campanha à reeleição em São Bernardo do Campo, evocando sua trajetória sindical e prometendo um novo ministério da Segurança Pública, além de criticar o governo anterior.
Foto: Lula inicia campanha em tom nostálgico e cobra da militância comparações

O presidente Lula lançou sua candidatura à reeleição na cidade de São Bernardo do Campo (SP) neste domingo, em um ato que apelou para a nostalgia da militância, relembrando seu passado como sindicalista e os feitos de gestões anteriores.

Com o lema “Brasil pronto para mais”, Lula compartilhou histórias de sua trajetória como líder operário e mencionou obras de seus mandatos anteriores, como a transposição do rio São Francisco e a criação de universidades e institutos federais.

Durante um discurso de 35 minutos, o presidente prometeu a criação de um ministério da Segurança Pública e a exploração de minerais estratégicos para beneficiar a população brasileira.

O evento ocorreu no estádio da Vila Euclides, local histórico para os metalúrgicos do ABC Paulista, onde Lula recordou momentos da mobilização da época e se emocionou ao mencionar sua mãe, dona Lindu, que faleceu enquanto ele estava preso em 1980.

Lula também anunciou que apresentará seu plano de governo em até 15 dias e instou a militância a conhecer as comparações de números com o governo Bolsonaro, destacando dados sobre educação, emprego e inflação.

Em um aceno ao eleitorado feminino, ele se comprometeu a combater a violência de gênero, afirmando que os homens devem aprender a respeitar as mulheres como companheiras.

O ato contou com a presença do pastor evangélico Kleber Lucas e da primeira-dama Janja da Silva, e Lula mencionou a palavra “Deus” diversas vezes, expressando gratidão pela generosidade divina em sua trajetória.

O presidente também expressou ressentimento em relação ao ministro Dias Toffoli, lembrando que, durante a ditadura, um delegado permitiu que ele fosse ao enterro de sua mãe, enquanto Toffoli não autorizou sua saída para o enterro de seu irmão, Vavá, em 2019.

Lula fez uma rara menção ao câncer de pele que enfrentou, compartilhando que não pode tomar sol na cabeça, mas desafiou sua saúde ao tirar o chapéu para o público.

Ele também homenageou as vítimas da pandemia e criticou o governo Jair Bolsonaro, atribuindo parte da responsabilidade pelas mortes ao antecessor.

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ex-ministro Fernando Haddad também discursaram, destacando os indicadores de crescimento econômico e emprego durante o último mandato de Lula.

A primeira-dama Janja da Silva fez um discurso voltado para as mulheres, homenageando Marisa Letícia, que foi casada com Lula e faleceu em 2017.

Lula entrou no palco por volta das 10h47, cumprimentando o público ao som de gritos de apoio. O estádio, com capacidade para 12,5 mil pessoas, estava lotado antes do início do evento, que ocorreu no primeiro dia em que a Justiça Eleitoral permitiu pedidos de votos.

A campanha esperava reunir entre 20 mil e 30 mil pessoas e organizou caravanas de outros estados para garantir a presença do público.

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