O Ministério da Saúde emitiu uma recomendação para que pessoas que não residem, mas trabalham em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, se vacinem contra o sarampo. Essa medida visa ampliar a proteção diante da atual circulação do vírus nessas cidades, que concentram a maioria dos casos confirmados no Brasil neste ano.
Desde o início de agosto, a vacinação é indicada para indivíduos de 6 meses a 59 anos nas três localidades. Mesmo aqueles que já foram vacinados anteriormente ou que já tiveram a doença devem receber a vacina novamente.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o estado registra 23 casos de sarampo, sendo 20 na capital, dois em São Bernardo e um em Guarulhos. Dentre esses, dois casos são importados, ou seja, contraídos fora do Brasil, enquanto os demais estão relacionados a contágios locais a partir de casos externos.
O Brasil, que já foi considerado livre do sarampo, perdeu esse status em 2019 após um surto iniciado em São Paulo, mas reconquistou o certificado em 2024. Em 2025, 38 casos importados não resultaram em surtos, mas as autoridades temem que a atual circulação do vírus, associada a cepas provenientes dos Estados Unidos e do Canadá, possa reverter esse progresso.
A vacinação contra o sarampo faz parte da Campanha de Multivacinação, que ocorre de 3 de agosto a 1º de setembro. Em situações de circulação do vírus, crianças de 6 a 11 meses também podem receber uma dose extra, conhecida como dose zero, que não substitui as doses regulares do calendário vacinal.
Em outras partes do estado e do país, a vacinação continua recomendada para aqueles de 6 meses a 59 anos que nunca foram imunizados, após verificação da caderneta de vacinação.
Durante uma visita a uma Unidade Básica de Saúde no Grajaú, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância da mobilização nas três cidades, com o apoio do Ministério, para conter os casos, assim como foi feito no ano anterior. Ele afirmou:
Essa ação firme do SUS local, de vacinar as pessoas, de orientar as pessoas, vai vencer essa batalha de novo.
Padilha também associou o aumento de casos em países da América do Norte, especialmente nos Estados Unidos, a movimentos antivacina, afirmando que
países contaminados por movimento antivacina, como os Estados Unidos, estão vivendo hoje o maior surto de sarampo dos últimos 35 anos.
A Secretaria estadual informou que cerca de 660 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nas três cidades desde o início da campanha, com 500 mil na capital, 90 mil em Guarulhos e 70 mil em São Bernardo. Além disso, todos os 645 municípios paulistas estão abastecidos com vacinas.
O Ministério da Saúde também declarou ter distribuído mais de 10 milhões de doses em todo o país em 2026, com aproximadamente 3,6 milhões já aplicadas, e destinou 3,2 milhões para reforçar os estoques.
Fonte: Noticiasaominuto