Em declarações à agência Tasnim, Rezaei destacou que um novo acordo marítimo com Omã deve ser considerado separadamente do bloqueio ao estreito de Ormuz, que não será reaberto neste momento.
O novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã reiterou as exigências já apresentadas a Washington, que incluem o término da guerra iniciada com Israel em 28 de fevereiro, a liberação de fundos iranianos congelados e o encerramento de conflitos na região, como no Líbano e na Faixa de Gaza.
Rezaei afirmou que o Irã está em uma fase crítica de sua história e que não abrirá mão de seus direitos diante de ameaças. Ele enfatizou que as decisões de Teerã devem ser tomadas com firmeza.
O objetivo, segundo ele, é garantir que o Irã saia mais seguro, unido e poderoso, com capacidade de progresso e desenvolvimento.
Mohsen Rezaei, que assumiu o cargo no domingo, é um político de linha-dura e já comandou a Guarda Revolucionária do Irã entre 1981 e 1997, durante a guerra com o Iraque.
Na semana passada, ele ameaçou as forças americanas com riscos sérios caso o bloqueio aos portos iranianos não fosse suspenso.
Em 17 de junho, EUA e Irã haviam assinado um memorando de entendimento que previa um cessar-fogo e a reabertura do estreito, mas as negociações não avançaram e os bloqueios foram retomados.
A reabertura do Estreito de Ormuz, que antes da guerra era responsável por 20% do comércio de petróleo mundial, é uma das condições exigidas pelo presidente americano para o fim das hostilidades.
Fonte: Noticiasaominuto