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Indiciada mulher que enviou cão morto a vereadora como protesto

Uma mulher de 64 anos foi indiciada por maus-tratos e injúria após enviar o corpo de um cachorro à vereadora Andreza da Rosa, em Novo Hamburgo (RS). O ato foi um protesto contra a omissão do poder público em relação a...
Foto: Mulher é indiciada por enviar cão morto a vereadora como protesto

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu, nesta quinta-feira (9), a investigação sobre o envio do corpo de um cachorro morto à vereadora Andreza da Rosa, de Novo Hamburgo. A principal suspeita, uma mulher de 64 anos, foi indiciada por maus-tratos qualificados contra animal, injúria real e crimes ambientais relacionados ao descarte e transporte irregular da carcaça do animal.

O caso ganhou notoriedade após a vereadora, conhecida por sua atuação em defesa da causa animal, receber uma caixa de papelão em seu gabinete contendo o corpo de um cachorro da raça pinscher. Segundo o delegado Rafael Sauthier, responsável pela investigação, o animal pertencia à própria investigada. O cão havia sido solto para um passeio quando foi atacado, no último sábado, por cães comunitários que vivem nas proximidades da residência da mulher.

A suspeita alegou que tentou socorrer o animal, limpando os ferimentos e administrando dipirona, mas afirmou não ter condições financeiras para levá-lo a um veterinário, devido a despesas recentes com sua própria saúde. O cachorro morreu entre a madrugada de domingo (5) e segunda-feira (6).

Na manhã de segunda-feira, a mulher contratou um motorista por aplicativo para entregar a caixa na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. O motorista não tinha conhecimento do conteúdo da encomenda e apenas realizou o serviço de entrega.

As investigações revelaram que o envio da carcaça foi motivado por um protesto da suspeita contra a omissão do poder público em relação aos cães comunitários da região. Ela afirmou que esses animais já teriam atacado e matado outro cachorro de uma vizinha. Contudo, a Prefeitura de Novo Hamburgo e a vereadora informaram à Polícia Civil que não havia registros de reclamações sobre ataques envolvendo esses cães.

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil indiciou a mulher pelos crimes de injúria real, maus-tratos qualificados contra cão, descarte irregular de carcaça de animal e transporte irregular de resíduo sólido. A investigação, no entanto, descartou o crime de ameaça, uma vez que as provas indicam que a mulher não tinha a intenção de intimidar a vereadora, mas sim de protestar.

O episódio veio à tona após a vereadora registrar uma ocorrência e publicar um vídeo nas redes sociais mostrando o momento em que recebeu a caixa. No vídeo, ela aparece inicialmente acreditando que se tratava de um presente, mas ao abrir a embalagem, encontrou o corpo do cachorro. Andreza classificou o ato como um "ato de violência" e expressou sua indignação, afirmando que ninguém espera receber um ataque dessa natureza.

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