A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou, em um comunicado à imprensa nesta quinta-feira (9), que os ataques recentes realizados pelos Estados Unidos "prejudicam seriamente" a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no Oriente Médio.
Nos últimos dias, o Exército dos EUA atacou 170 alvos no Irã, enquanto o presidente Donald Trump anunciou o fim do cessar-fogo entre os dois países. Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases militares americanas localizadas no Catar, Kuwait e Bahrein.
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou desde 28 de fevereiro, quando uma série de ataques resultou na morte do líder supremo do regime islâmico, Ali Khamenei. Desde então, o Estreito de Ormuz, que conecta o Irã ao Omã e é responsável por 20% do petróleo mundial, foi fechado pela Guarda Revolucionária.
Após meses de hostilidades, um memorando de entendimento foi alcançado em 17 de junho, estabelecendo uma trégua de 60 dias para discutir questões que visavam uma paz duradoura. Os EUA exigiam que o Irã abandonasse seu programa nuclear e reabrisse o Estreito de Ormuz, enquanto o Irã pedia a liberação de ativos congelados e a suspensão de sanções.
Entretanto, na quarta-feira (8), Trump anunciou publicamente o término do acordo de trégua, levando os dois países a retomar os ataques.