Nesta quinta-feira (9), a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação no Rio de Janeiro para investigar possíveis desvios de emendas parlamentares destinadas a organizações não governamentais (ONGs). Os mandados de prisão e busca foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os alvos da operação incluem o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, que já foi condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Em 2022, a Justiça havia autorizado sua transferência para prisão domiciliar.
A PF investiga crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Durante a operação, foram determinados bloqueios patrimoniais que somam R$ 100 milhões.
De acordo com a PF, a investigação revelou que parte dos recursos provenientes das emendas parlamentares federais, que deveriam ser destinados a entidades sem fins lucrativos, foi desviada. Isso ocorreu por meio de pagamentos indevidos, uso de empresas interpostas e outros mecanismos que ocultaram a origem e o destino dos valores.
Os investigados teriam utilizado organizações da sociedade civil, além de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, para movimentar recursos financeiros e ocultar patrimônio, com indícios de repasses realizados por meio de empresas e terceiros.
A reportagem tentou contato com a defesa de Chiquinho Brazão, mas até o momento não obteve resposta.