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Europa Ocidental registra junho mais quente da história

O mês de junho de 2026 foi o mais quente já registrado na Europa Ocidental, segundo o relatório do Copernicus. O continente enfrenta ondas de calor e seca severa.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O mês de junho de 2026 se destacou como o mais quente já registrado na Europa Ocidental, conforme aponta o último relatório do serviço Copernicus, da União Europeia, divulgado nesta quinta-feira (9). O continente também vive o segundo junho mais quente da história, em meio a ondas de calor que têm afetado a população.

Além de junho, o mês de maio também foi marcado como o segundo mais quente já registrado. O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) alerta que, além da terceira onda de calor do ano, a região enfrenta uma seca generalizada, que, combinada com as altas temperaturas, aumenta o risco de incêndios florestais em países como Portugal, Espanha e França.

A onda de calor de junho intensificou a seca que já havia sido iniciada pela canícula de maio, afetando a navegação em importantes rios europeus e comprometendo a produção agrícola. Samantha Burgess, coordenadora do ECMWF, afirmou que

junho de 2026 destacou a profundidade da mudança climática

, ressaltando que as temperaturas recordes nos oceanos e no continente refletem um sistema climático que continua acumulando calor.

Cidades como Lisboa, Madri e Paris já enfrentam os efeitos da terceira onda de calor, com termômetros ultrapassando os 30°C. A análise de acadêmicos indica que o número de mortes na França devido às altas temperaturas pode chegar a 2.700, superando os 2.025 óbitos oficialmente registrados até o momento.

Na Alemanha, uma projeção inicial do Escritório Federal de Estatísticas sugere que o número de mortes pode ser ainda maior, com 5.655 óbitos a mais do que a média dos últimos quatro anos. O país também registrou uma temperatura recorde de 41,7°C, enquanto Berlim alcançou 39,9°C, um nível sem precedentes.

Um estudo do World Weather Attribution (WWA), liderado por cientistas do Imperial College, de Londres, concluiu que a onda de calor de junho foi a mais severa da história do continente, com temperaturas que seriam impossíveis de ocorrer há 50 anos. A mudança climática, impulsionada pela queima de combustíveis fósseis, é identificada como a principal causa das ondas de calor.

Em junho, a temperatura média global da superfície dos oceanos também atingiu um recorde, superando a marca de junho de 2024 por 0,01°C, refletindo o desenvolvimento de um forte El Niño no Pacífico Equatorial. Na Europa Ocidental, a temperatura média foi de 20,74°C, 3,05°C acima da média de referência (1991-2020), quebrando o recorde anterior do ano passado.

Globalmente, junho de 2026 foi o segundo mais quente da história, com uma média de 16,54°C, ficando atrás apenas de junho de 2024. Em comparação histórica, o mês foi 1,39°C acima da média estimada para o período pré-industrial (1850-1900). Cientistas projetam que o planeta superará o limite de 1,5°C de aquecimento global, conforme acordado no Acordo de Paris, ainda nesta década.

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