A Justiça civil da Argentina condenou, nesta quarta-feira (8), Claudio Villamide, ex-comandante da Força de Submarinos da Marinha, a três anos de prisão pelo naufrágio do submarino ARA San Juan, que ocorreu em 2017 e resultou na morte de 44 militares.
Villamide, de 62 anos, foi considerado culpado pelos crimes de negligência e descumprimento do dever do funcionário público. Outros três comandantes navais que também foram acusados no caso foram absolvidos.
A advogada Valeria Carreras, que representa a maioria dos familiares das vítimas, afirmou que eles pretendem apelar das absolvições e buscar penas mais severas.
O objetivo será revisar tanto as absolvições quanto a quantidade da pena imposta a Villamide — explicou.
O Ministério Público argentino alegou que o ARA San Juan iniciou sua missão de patrulha sem estar em condições adequadas para a navegação. Segundo os procuradores, Villamide não considerou as "condições deficientes de prontificação" do submarino, que tinha uma pena requisitada de cinco anos de prisão.
O submarino desapareceu em 15 de novembro de 2017, no Atlântico Sul, próximo à costa da Patagônia, e seus destroços foram encontrados um ano depois. A causa do naufrágio foi identificada como uma implosão, mas os eventos que levaram a isso ainda não foram totalmente esclarecidos.
Antes de desaparecer, o ARA San Juan relatou uma avaria e um princípio de incêndio, que teria sido contido. A hipótese é que a água do mar pode ter entrado no motor elétrico devido a um vazamento, provocando uma explosão que comprometeu o casco.
Uma operação internacional foi realizada para buscar a embarcação, quando ainda havia esperanças de encontrar os tripulantes vivos, após a Marinha argentina informar sobre uma "falha nas comunicações".