O novo avião presidencial dos Estados Unidos, um Boeing 747-8I, não foi utilizado na volta do presidente Donald Trump de sua viagem a Ancara, na Turquia. O aparelho, que foi presenteado pelo Qatar e reformado para atender às preferências de Trump, foi deixado para trás, e o retorno a Washington foi feito pelo antigo Air Force One, um Boeing 747-200B com quase quatro décadas de uso.
A troca de aeronaves levantou suspeitas, especialmente porque, enquanto estava em Ancara, Trump ordenou novos ataques ao Irã, país vizinho à Turquia. O novo Air Force One não possui os sistemas de defesa avançados que o modelo anterior possui, como contramedidas eletrônicas e sistemas antimíssil.
Em coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre a segurança do novo avião, mas desviou do assunto, mencionando que é um alvo do regime iraniano. Ele também comentou que o novo avião seria levado a bases americanas na Europa para que os soldados pudessem vê-lo.
Trump postou em sua rede social que o novo Air Force One iria apenas para uma unidade no Reino Unido, enquanto ele voaria no antigo modelo "em nome dos velhos tempos". Não ficou claro se ele retornará aos EUA no novo avião.
O Air Force One é a designação de qualquer avião operado pela Força Aérea dos EUA que transporta o presidente. Trump encomendou em 2018 à Boeing substitutos para os dois 747-200B de sua frota, mas a entrega dos novos modelos foi adiada para 2029 devido a problemas técnicos.
A Boeing admitiu ter perdido uma quantia significativa no projeto, que inclui a instalação de sistemas de segurança complexos. O novo Air Force One, que foi reformado por cerca de R$ 5 bilhões, foi entregue no mês passado, mas sua insegurança em ambientes hostis foi evidenciada na primeira viagem internacional.
A aposentadoria dos modelos anteriores é justificada pelo alto custo de manutenção e operação, que chega a R$ 1,2 milhão por hora de voo. Além disso, os 747-200B não têm mais peças de reposição disponíveis.