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Estudo revela que lágrimas podem indicar doenças cerebrais

Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas desenvolveram um sensor que mede os níveis de dopamina nas lágrimas, podendo ajudar no diagnóstico de doenças como Parkinson e depressão.
Foto: Metropoles

Pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, descobriram um método inovador para monitorar o desenvolvimento de doenças do cérebro, como Parkinson, depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar, através da medição dos níveis de dopamina nas lágrimas.

O estudo resultou na criação de um sensor de baixo custo, do tamanho de um selo postal, que utiliza grafeno para detectar variações nos níveis de dopamina. Segundo Lucas Minghini Gonçalves, coautor da pesquisa,

nosso sensor consegue detectar a dopamina em níveis bem abaixo da faixa de referência saudável e até três vezes mais elevados

.

Atualmente, o sistema foi testado apenas em lágrimas artificiais com níveis controlados de dopamina. As próximas etapas da pesquisa envolverão o uso de lágrimas humanas, com o objetivo de desenvolver dispositivos de diagnóstico que possam monitorar biomarcadores neurológicos.

Os pesquisadores destacam que, no momento, é difícil acompanhar os níveis de dopamina, uma vez que os exames disponíveis são invasivos e podem demorar a apresentar resultados. O novo sensor, por sua vez, permite a coleta de amostras de forma rápida e sem dor.

O estudo foi publicado na revista American Chemical Society Omega.

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