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Professora cobra convocação de aprovados em protesto com filha doente

A professora Amanda, aprovada em concurso da SEEPB, protestou em João Pessoa com a filha doente, exigindo a convocação de professores. Ela critica a demora e a manutenção de contratos temporários.
Foto: Simoneduarte

Em um protesto realizado em frente ao Palácio dos Despachos, em João Pessoa, a professora Amanda, aprovada no concurso da Secretaria de Estado da Educação da Paraíba (SEEPB), cobrou a convocação dos professores aprovados. Acompanhada de sua filha pequena, que está doente, Amanda expressou sua indignação em um vídeo que ganhou destaque nas redes sociais.

A professora criticou a demora na nomeação dos aprovados e direcionou suas cobranças à primeira-dama do Estado, Camila Mariz, e à senadora Daniella Ribeiro, mãe do governador Lucas Ribeiro.

Camila Mariz, você como representante das mulheres continua querendo convencer a população da Paraíba de que o seu esposo, Lucas Ribeiro, é o melhor governador para nos representar. Assim como você, eu também sou mãe e eu poderia estar em casa cuidando da minha filha, que inclusive está doente — afirmou.

Amanda ressaltou que sua presença no protesto foi motivada pela necessidade de cobrar promessas feitas durante o processo de convocação.

Eu tive que trazer ela para cumprir com compromissos e promessas, coisas que infelizmente o seu esposo não tem cumprido, já que prometeu a convocação de duas mil vagas imediatas de professores e já parcelou inúmeras vezes essa convocação — disse.

De acordo com a Comissão dos Aprovados da SEEPB, mais de 6 mil candidatos aprovados aguardam convocação, enquanto há milhares de contratos temporários ativos na rede estadual de ensino. A professora destacou a discrepância entre os aprovados e os contratos temporários, afirmando:

Nós somos mais de 6 mil aprovados, são mais de 8 mil contratos precários na Paraíba, na educação. Queremos justiça, a lei tem que ser seguida e eu só saio daqui com a minha nomeação

.

Amanda, que possui formação acadêmica avançada, incluindo duas especializações, mestrado e doutorado, viajou do município de Patos, no Sertão paraibano, para participar do ato. Ela ocupa a 14ª colocação para sete vagas imediatas no cargo de professora de Sociologia, sendo que seis candidatos já foram convocados, enquanto 82 contratos temporários permanecem ativos na mesma área.

Eu sou a 14ª colocada, de 7 vagas imediatas. Eles convocaram 6, e atualmente mantêm 82 contratos temporários ativos — afirmou. Durante o protesto, Amanda também relatou as dificuldades enfrentadas, mencionando que saiu de casa às três horas da manhã e estava sem comer, enquanto sua filha, gripada e com febre, a acompanhava.

A Comissão dos Aprovados da SEEPB questiona a chamada "defesa seletiva das mulheres" e exige um posicionamento da senadora Daniella Ribeiro e da primeira-dama Camila Mariz sobre a situação das professoras aprovadas.

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