Durante uma audiência em Washington, nesta terça-feira (7), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez um apelo aos Estados Unidos para que não implementem a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ele classificou o atual momento como o "pior possível" para a adoção dessa medida.
Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a plataforma de pagamentos instantânea, o Pix. O senador argumentou que a imposição de tarifas beneficiaria aqueles que são responsáveis pelas ações que levaram à proposta e puniria injustamente os que suportaram suas consequências.
A audiência foi promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e discutiu a proposta de taxação sobre produtos brasileiros. Flávio já havia solicitado ao USTR, por meio de ofício, o adiamento da aplicação das tarifas, alegando que elas favorecem Lula na corrida eleitoral de outubro.
Relatos de participantes da audiência indicam que Flávio defendeu o Pix como uma solução que ampliou a inclusão financeira no Brasil, beneficiando também empresas americanas. Ele destacou que a plataforma não representa um problema para os EUA, mas sim uma complementação ao sistema de pagamentos norte-americano.
Em sua defesa, Flávio afirmou que o Pix trouxe milhões de brasileiros para a economia formal e que o aumento nas transações com cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos EUA continuou a crescer com a adoção do sistema brasileiro.
Além disso, o senador fez críticas ao governo Lula, associando-o a escândalos de corrupção, como o mensalão, e mencionou o envolvimento do filho do presidente em investigações recentes, embora não tenha detalhado a conexão com Daniel Vorcaro.