Uma mulher de 32 anos foi acusada de assassinar seu filho de apenas 4 anos e de cozinhar partes do corpo da criança. O crime ocorreu no último sábado, 4 de novembro, em Wyong, na Austrália.
De acordo com as autoridades locais, a mulher se apresentou em uma delegacia e confessou o ato. Após a confissão, os policiais se dirigiram ao apartamento onde ela residia e encontraram a criança sem vida.
A polícia informou que o menino apresentava ferimentos graves em um dos braços e iniciou investigações sobre a possibilidade de canibalismo, uma suspeita que foi corroborada pela própria mãe, que admitiu ter cozinhado partes do corpo do filho.
Exames foram realizados em amostras de saliva, sangue e unhas da mulher para verificar suas declarações. Por questões legais, as identidades da mãe e da criança não foram divulgadas.
O caso também gerou preocupações sobre a atuação dos serviços de proteção infantil, uma vez que mãe e filho já haviam sido alvo de diversas denúncias ao Departamento das Comunidades e Justiça de Nova Gales do Sul.
Relatos de vizinhos indicam que havia um histórico de violência e abuso de drogas envolvendo a mulher. Além disso, a mãe da suspeita teria solicitado uma ordem judicial contra ela.
Kate Washington, ministra das Comunidades e da Família de Nova Gales do Sul, declarou que o departamento responsável pela proteção infantil recebeu várias queixas sobre a criança antes do crime. A última denúncia relacionada à família ocorreu há 18 meses.
Hoje, muitas pessoas em Nova Gales do Sul se perguntam como isso aconteceu e se poderia ter sido feito mais para proteger essa criança. Queremos entender se havia algo que poderíamos ter feito de forma diferente para oferecer mais proteção — afirmou a ministra.
A mulher compareceu ao tribunal no domingo, 5 de novembro, e não solicitou liberdade mediante pagamento de fiança. Ela deve retornar ao tribunal local de Wyong no dia 1º de setembro.