Um incidente envolvendo o vazamento de chorume ocorreu em um aterro sanitário localizado em Seropédica, município a 72 km da capital fluminense. O extravasamento afetou áreas verdes e córregos da região, levando a preocupações entre moradores e autoridades locais.
O aterro, conhecido como Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), é operado pela empresa Regenera Rio. Em comunicado, a empresa informou que
identificou e controlou uma ocorrência pontual oriunda de uma estrutura do aterro
, mas não detalhou as causas do vazamento.
A Regenera Rio destacou que a situação foi "prontamente controlada
e que as intervenções realizadas têm proporcionado
melhora contínua e progressiva na qualidade do corpo hídrico". No entanto, não foram especificadas quais intervenções foram adotadas.
A Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) solicitou esclarecimentos à Regenera Rio sobre o ocorrido. O CTR recebe resíduos sólidos da capital, que são coletados pela Comlurb e, posteriormente, levados para o aterro em Seropédica.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmou o vazamento após uma vistoria técnica e informou que o chorume estava escoando em direção a uma área verde utilizada como cinturão de contenção e a um corpo hídrico nas proximidades. O Inea determinou medidas emergenciais, incluindo a contenção do vazamento e a remoção do chorume extravasado.
Entre as ações adotadas estão a abertura de uma cava para drenagem do efluente, a sucção do chorume por caminhões a vácuo, a remoção do solo contaminado e o esvaziamento da lagoa de chorume que causou o extravasamento. O instituto também alertou a população para não utilizar águas de poços artesianos ou dos rios da região.
A análise de amostras de água coletadas não indicou mortandade de peixes. Na região de Seropédica, correm os rios Piranema e Piloto, que são afluentes do rio Guandu, responsável pelo abastecimento de parte da região metropolitana do Rio de Janeiro.