O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho aumentou para 3.535, conforme comunicado das autoridades locais. O total de feridos permanece em 16.740, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (6). O balanço anterior, publicado no domingo, indicava 3.342 mortes.
Os tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, tiveram seu epicentro no estado de La Guaira, localizado ao norte do país. Essa região, a cerca de 40 km da capital Caracas, foi a mais afetada, com muitos edifícios destruídos e milhares de moradores abrigados em locais improvisados, como parques.
Caracas também registrou danos, especialmente na área de Chacao, onde os bairros de Los Palos Grandes e Altamira foram os mais impactados. A agência de notícias AFP reportou que mais de 150 corpos não identificados foram enterrados no país no último domingo.
A resposta do governo tem sido criticada por parte da população, que considera as ações de emergência lentas. A líder interina Delcy Rodríguez defendeu a atuação das equipes de resgate e acusou veículos de comunicação de tentarem desestabilizar os esforços do governo. Ela também descartou a possibilidade de uma "convulsão social", afirmando que há uma "solidariedade social profunda" entre os venezuelanos.
Na última segunda-feira (29), o coordenador humanitário da ONU na Venezuela anunciou que a organização começou a adquirir 10 mil sacos para armazenamento de corpos, indicando uma expectativa de aumento no número de fatalidades. O Programa Mundial de Alimentos solicitou US$ 50 milhões à comunidade internacional para ajudar cerca de 500 mil pessoas nos próximos três meses.
A tragédia dos terremotos agrava uma crise humanitária já existente no país, onde a ONU estima que quase 8 milhões de venezuelanos necessitam de assistência. Para auxiliar nas operações de busca por sobreviventes, 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores.