O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, participou nesta terça-feira (7) de uma audiência pública nos Estados Unidos, onde se manifestou sobre a possibilidade de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Ele declarou que seu objetivo é "reverter o estrago" causado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A audiência foi promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e faz parte da investigação comercial que pode resultar na imposição de tarifas, com decisão prevista para 15 de julho. Flávio Bolsonaro teve cinco minutos para expor suas considerações.
A investigação aponta que o Brasil é acusado de práticas comerciais "irrazoáveis", incluindo ordens judiciais que exigem que empresas de mídia social dos EUA removam conteúdos políticos e suspendam perfis de residentes americanos. Além disso, o Brasil teria imposto multas significativas às empresas por descumprimento dessas ordens.
Outros pontos levantados na investigação incluem a concessão de tarifas preferenciais injustas a produtos do México e da Índia, a falta de medidas eficazes contra a corrupção, a proteção insuficiente da propriedade intelectual e a interrupção do tratamento tarifário equilibrado para o etanol.
Flávio Bolsonaro também criticou o governo Lula por sua postura, que, segundo ele, favorece a adoção das tarifas pelos Estados Unidos.
O Lula já atrapalhou e vai ser difícil reverter o estrago que ele causou — afirmou em vídeo publicado nas redes sociais.
O senador se posicionou como defensor dos interesses do Brasil, afirmando que, caso vença a eleição presidencial de 2026, pretende estabelecer uma nova dinâmica nas relações com os Estados Unidos, buscando negociações mais equilibradas.