Na última sexta-feira (3), a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) desarticulou um esquema criminoso de desvio de combustíveis que operava em um posto de gasolina ilegal localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A operação foi realizada pela Delegacia Fazendária (Delfaz) em parceria com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Durante a ação, sete indivíduos foram detidos e o posto foi interditado.
As investigações revelaram que a fraude começava nas distribuidoras de combustíveis, onde caminhões saíam com lacres incompatíveis com as notas fiscais. Durante o transporte, os motoristas desviavam aproximadamente 160 litros de combustível por viagem, recebendo R$ 70 por cada 20 litros desviados.
Após o desvio, os tanques eram lacrados novamente com dispositivos que correspondiam à documentação oficial, dificultando a detecção da fraude por parte das transportadoras e clientes. O combustível desviado era armazenado e vendido ilegalmente em um posto clandestino.
Além do impacto financeiro, a polícia destacou que o esquema representava um risco à segurança dos consumidores e moradores da região, uma vez que o armazenamento não seguia as normas de segurança, aumentando a chance de acidentes e adulteração dos combustíveis.
Durante a fiscalização, foram apreendidos 12.200 litros de combustíveis armazenados irregularmente, incluindo 5 mil litros de gasolina comum, mil litros de gasolina aditivada, 2.300 litros de etanol e 3.900 litros de diesel. Também foram encontrados R$ 22.750 em espécie, quantia que, segundo as investigações, era destinada ao pagamento dos caminhoneiros envolvidos no desvio.
As equipes policiais ainda localizaram dois caminhões-tanque associados ao esquema, um dos quais estava estacionado no galpão utilizado pela organização criminosa, enquanto o outro foi interceptado ao deixar o local.
Os sete suspeitos foram presos em flagrante por crimes contra a ordem econômica, furto parcial de carga e associação criminosa. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Fonte: Metropoles