Faltando duas semanas para o início das convenções partidárias, os palanques presidenciais na Paraíba já estão delineados. Os pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado estão alinhando suas estratégias de campanha com os projetos políticos em nível nacional.
O presidente Lula (PT) é quem possui o maior número de aliados na Paraíba, com apoio em três chapas nas eleições deste ano, abrangendo tanto a base governista quanto a oposição estadual. O governador Lucas Ribeiro (PP), que busca a reeleição, já declarou seu voto em Lula, apesar de não ter um histórico político à esquerda. Ele elogiou o governo petista e garantiu o apoio do PT, que já faz parte da administração estadual.
Na chapa governista, os pré-candidatos ao Senado João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos) também manifestaram apoio a Lula. No entanto, o apoio oficial do presidente foi anunciado apenas para o ex-governador João Azevêdo e para o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que busca a reeleição e é um dos aliados mais próximos de Lula.
Veneziano tem explorado sua proximidade com o Palácio do Planalto durante a pré-campanha, recebendo apoio público de Lula em um vídeo divulgado nas redes sociais. O ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que integra a chapa oposicionista com Veneziano, havia sinalizado apoio a Lula, mas agora indica que não pretende vincular sua campanha à disputa presidencial, buscando evitar que a polarização afete o debate estadual.
Olímpio Rocha, do PSOL, também se apresenta como apoiador de Lula, destacando seu histórico de militância progressista, embora sua pré-candidatura tenha menor estrutura.
Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) terá um palanque na oposição, com o senador Efraim Filho (PL) representando sua candidatura na Paraíba. A aliança foi firmada em março deste ano, com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também está na chapa, mas, ao contrário de Lula, Flávio conta com um número mais restrito de aliados.
Caiado e Zema, por sua vez, não têm palanques competitivos. Ronaldo Caiado (PSD) conta com o apoio do pré-candidato a vice-governador Diogo Cunha Lima (PSD), mas Cícero Lucena não demonstra intenção de apoiar essa aliança. Romeu Zema (Novo) enfrenta um cenário ainda mais desafiador, com apenas o apoio do pré-candidato ao Senado, Major Fábio.
Embora os apoios nacionais sejam significativos, não são determinantes nas eleições paraibanas. Um exemplo é a eleição de 2006, quando o ex-governador Cássio Cunha Lima venceu José Maranhão, que contava com o apoio de Lula, mesmo com a alta popularidade do presidente na época.
As convenções partidárias, que ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, serão o próximo passo para os candidatos ao Governo do Estado, momento em que os partidos oficializarão suas candidaturas e alianças.