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Mudanças de Alinhamento Político: De Bolsonaro a Lula

Nos últimos anos, diversos políticos que apoiaram Jair Bolsonaro mudaram de posição e passaram a apoiar Luiz Inácio Lula da Silva, refletindo descontentamentos e novas alianças.
Foto: Polêmica Paraíba

O cenário político brasileiro tem testemunhado uma série de mudanças significativas entre líderes que anteriormente estavam alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Vários desses políticos romperam com o bolsonarismo e agora manifestam apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, motivados por divergências políticas, desilusões com o antigo grupo ou uma nova afinidade com as pautas do atual governo.

Um dos exemplos mais recentes é a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). Ex-aliada de Bolsonaro e candidata à Presidência em 2022, Thronicke anunciou seu apoio à reeleição de Lula durante um evento no assentamento Monjolinho, em Anastácio (MS). Ela explicou que sua mudança de posicionamento foi influenciada por experiências vividas durante o governo Bolsonaro, afirmando:

Eu senti na pele o que é o descaso [durante o governo Bolsonaro], e não tive medo de mudar de lado, porque eu não tenho compromisso [com nenhum político]. Eu tenho mil motivos para dizer do lado de quem eu estou. O presidente Lula me deixou de queixo caído mesmo, pela humanidade, pela forma de agir.

Outro político que se distanciou de Bolsonaro é o ex-deputado federal Alexandre Frota. Eleito em 2018 com o apoio do PL, Frota começou a criticar o governo em 2019 e, nas eleições de 2022, declarou seu voto em Lula no segundo turno. Posteriormente, ele se juntou à equipe de transição do governo petista na área da cultura.

Na Paraíba, Julian Lemos, ex-deputado federal que coordenou a campanha de Bolsonaro no Nordeste em 2018, também rompeu com o bolsonarismo. Nos últimos anos, Lemos passou a criticar a extrema direita e, em fevereiro deste ano, expressou seu apoio a Lula nas redes sociais, afirmando:

Eu não estou apaixonado, eu estou louco por Lula. I love you, Lula.

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), conhecido por seu apoio a Bolsonaro, também se aproximou do governo Lula. Durante um evento voltado ao público evangélico, ele elogiou o presidente, reconhecendo que, embora a maioria dos evangélicos não tenha votado em Lula, muitos foram beneficiados por programas sociais do atual governo. Otoni convidou Lula a dialogar mais com os evangélicos, ressaltando que, independentemente das divergências políticas, os cristãos devem orar pelas autoridades.

Por fim, a ex-senadora Simone Tebet, que foi candidata à Presidência pelo MDB em 2022, também se integrou ao grupo político de Lula. Após terminar o primeiro turno na terceira colocação, ela anunciou seu apoio formal ao petista contra Jair Bolsonaro e, após a vitória de Lula, assumiu o Ministério do Planejamento e Orçamento, tornando-se uma das principais figuras do governo.

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