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Flávio Bolsonaro e Paulo Figueiredo vão responsabilizar Lula em audiência nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo participarão de audiência pública nos EUA, onde vão atribuir ao governo Lula as acusações de práticas comerciais desleais contra o Brasil.
Foto: Metropoles

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o jornalista Paulo Figueiredo participarão, na próxima segunda-feira (6/7), de uma audiência pública no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O encontro abordará a investigação comercial aberta contra o Brasil, que discute a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros.

Documentos enviados ao USTR revelam que, durante a audiência, ambos responsabilizarão o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas alegadas "práticas desleais" de comércio que resultaram nas acusações dos EUA.

No dia 1º de junho, o USTR concluiu uma investigação que apontou que as políticas e práticas do Brasil são

irrazoáveis ou discriminatórias e oneram ou restringem o comércio dos EUA

. Entre as acusações estão ordens secretas de tribunais brasileiros para remoção de conteúdos políticos de empresas de mídia social dos EUA e a proteção indevida a serviços de pagamento eletrônico, como o Pix.

Além disso, o USTR destacou que o Brasil não tem adotado medidas suficientes para combater a corrupção e a falsificação de produtos, e que interrompeu o tratamento tarifário equilibrado ao etanol, prejudicando as exportações dos EUA. O relatório também menciona a falha do Brasil em combater o desmatamento ilegal.

Como consequência, o USTR sugeriu a aplicação de uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros. Em seus argumentos, Figueiredo atribui as acusações a ações do governo petista e do Supremo Tribunal Federal (STF), citando o ministro Alexandre de Moraes.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, acusa Lula de "hostilidade" em relação aos EUA, afirmando que o governo brasileiro estaria criando atritos diplomáticos intencionalmente. Ele pede que o governo dos EUA suspenda a aplicação de sobretaxas até as eleições presidenciais no Brasil, argumentando que isso evitaria a percepção de interferência nas eleições.

Figueiredo também argumentará que uma tarifa geral sobre produtos brasileiros prejudicaria exportadores, trabalhadores e consumidores, e que o governo Lula utilizaria o conflito com os EUA para se posicionar como defensor da soberania.

Ambos os participantes alertam que sanções comerciais podem aproximar o Brasil da China, aumentando a influência chinesa na América do Sul. Figueiredo sugere que as sanções sejam direcionadas a indivíduos específicos, como o ministro Alexandre de Moraes.

A audiência será aberta a empresários e membros da sociedade civil, e após as falas, o governo americano decidirá sobre a aplicação de medidas comerciais contra o Brasil.

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