Search

Bolsonaro afirma que delegado da PF autorizou posse de arma

Em depoimento à Polícia Civil do DF, Jair Bolsonaro declarou que um delegado da PF permitiu que ele mantivesse uma arma em casa durante sua prisão domiciliar.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal que um delegado da Polícia Federal (PF) autorizou que ele mantivesse uma arma em sua residência. A declaração foi registrada no relatório final da investigação sobre a apreensão de uma pistola Glock, registrada em seu nome, durante uma blitz de trânsito em Brasília.

O militar envolvido na apreensão da arma foi indiciado. Segundo o relatório da Polícia Civil, Bolsonaro relatou que, enquanto estava em prisão domiciliar, foi alvo de um mandado da PF. Durante a operação, as armas de sua casa foram apreendidas, mas o ex-presidente solicitou ao delegado que deixasse pelo menos uma arma, justificando que residia com mulheres e precisava dela para a defesa da residência.

De acordo com o depoimento, o delegado atendeu ao pedido de Bolsonaro após realizar uma ligação, devolvendo a arma ao ex-presidente. O momento exato da ocorrência não foi especificado. Bolsonaro enfrentou medidas cautelares em julho de 2025, foi colocado em prisão domiciliar em agosto, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro e teve sua prisão preventiva decretada em novembro.

A Polícia Civil do DF não encontrou indícios de crime por parte de Bolsonaro em relação à posse da arma. O relatório afirma que, apesar dos mandados de busca e apreensão em sua residência, a arma não foi recolhida nem houve restrição em seu registro.

Em relação ao militar Estácio Leite da Silva Filho, que estava com a arma no momento da apreensão, a PF o indiciou por portar uma arma registrada em nome de outra pessoa sem autorização, em desacordo com o Estatuto do Desarmamento.

O incidente ocorreu em 15 de junho, quando Estácio dirigia um veículo oficial da Presidência da República e foi parado em uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília. Durante a abordagem, a presença da pistola foi notada, e o militar tentou fechar o vidro do carro rapidamente. Ele alegou ter porte autorizado como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), mas a polícia não encontrou registro da arma em seu nome.

Estácio admitiu que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro, afirmando que a recebeu para realizar um reparo. O GSI esclareceu que Estácio não é servidor do órgão, mas faz parte de uma equipe de assessores que acompanha o ex-presidente após seu mandato.

A defesa de Bolsonaro, em declarações iniciais, reconheceu a posse da arma, mas afirmou que ela estava desativada para proteger o ex-presidente. No depoimento prestado, Bolsonaro reiterou a versão apresentada por seus advogados.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE