O Campinense decidiu, em sessão extraordinária realizada na quarta-feira (1º), pela destituição de Flávio Torreão do cargo de presidente do Conselho Diretor. Juntamente com ele, o diretor de administração e finanças, Wellington Monteiro, também foi afastado de suas funções.
A decisão foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do clube com 23 votos a favor e duas abstenções, encerrando um processo de apuração que teve início em maio deste ano e contou com a participação de 25 conselheiros.
Com a saída de Torreão, o vice-presidente José William Simões assumirá o cargo de forma definitiva, com o objetivo de normalizar a administração e as finanças da Raposa.
O relatório que embasou a destituição apontou diversas irregularidades, incluindo salários em atraso, uso inadequado de recursos recebidos, dívidas com fornecedores e a não entrega de um relatório financeiro prometido. Além disso, foram identificadas restrições ao canal de fiscalização interna e a utilização de bens do clube para fins pessoais.
Os dirigentes destituídos têm um prazo de 48 horas para devolver todos os documentos e bens do clube que estiverem em sua posse, incluindo bolas oficiais não restituídas. Também será aberto um procedimento para investigar a destinação de receitas não esclarecidas e o passivo remanescente com fornecedores.
A decisão de afastar os dirigentes ocorre após mais de 45 dias de tramitação, que se iniciou em 21 de maio de 2026, quando foram identificadas irregularidades na gestão financeira do clube. Flávio Torreão havia sido eleito presidente do Campinense em setembro de 2025, com 67% dos votos, e assumiu a presidência em caráter definitivo em maio de 2024, após a renúncia de Lênin Correia.